qui. dez 12th, 2019

Série de Bruce Lee estréia com muito kung fu

O conceito da série é baseado em anotações de Bruce Lee encontradas por sua filha, Shannon Lee.

Os fãs de Bruce Lee (1940-1973) ganharam uma série para matar a saudade do ícone das artes marciais. Antes de morrer, ele apresentou para estúdios de Hollywood a trama de Warrior, sobre um chinês imigrante nos Estados Unidos.

Nesta ultima sexta-feira (10), a série foi ao ar às 23h, no canal Max Prime.

Meio século. Foi este o tempo que se passou entre a altura em que Bruce Lee sonhou com “Warrior”, e apontou as suas ideias num caderno, e a chegada da série à televisão. A sua morte precoce, aos 32 anos em 1973, fazia crer que tudo o que tinha pensado desenvolver ficasse esquecido ou fosse possivelmente roubado sem qualquer consideração por quem o pensou (também aconteceu, ainda em vida) mas quis uma junção de várias forças que o drama histórico de ação chegasse à televisão em 2019.

A filha Shannon é uma das grandes responsáveis por “Warrior” ter-se tornado realidade, mas mesmo a própria chegou a duvidar da possibilidade de ver o sonho do pai realizado. Conseguiu contornar o destino que estava escrito para a série. E o espólio do pai, que controla desde os anos 2000, foi o ponto de partida para a produção televisiva que agora corre o mundo. Eram apenas oito as páginas escritas, que meia Hollywood queria mas que a maior parte nem acreditava existirem, e vinham acompanhadas por algum material adicional. E se Shannon tinha a certeza da sua existência, também não sabia do seu paradeiro. Estavam entre várias caixas, com resmas de material de arquivo diverso, mas eram a base necessária para escrever algo que respeitasse a memória de Bruce Lee e estivesse à altura das grandes séries contemporâneas.

Com ajuda de Justin Lin, que não se sentiu tentado a ver Shannon Lee como uma simples guardiã de material e se envolveu em todo o processo, “Warrior” começou a ganhar forma. E Justin Trooper, que já havia liderado os trabalhos em “Banshee” (HBO Portugal) com sucesso, juntou-se à equipa como showrunner. Podem esperar-se grandes cenas de lutas bem coreografadas, mas o espírito é bastante diferente do apresentado em produções de artes marciais recentes como “Into the Badlands” (AMC), na sua derradeira temporada.

Na sua versão final, agora estreada no Cinemax e na HBO Portugal, “Warrior” acompanha a jornada de Ah Sahm — Andrew Koji, reputado duplo e ator que entrou na série “The Innocents” da Netflix e conheceu Justin Lin na rodagem de “Velocidade Furiosa 6” — na São Francisco de 1878. O imigrante chinês, com uma habilidade fora do comum para as artes marciais, acaba por envolver-se nas guerras de gangues da Chinatown e esse é o ponto de partida para contar a sua história. Torna-se um carrasco da Hope Wei, uma das mais poderosas famílias do crime organizado chinês, mas isso é apenas o início. Em simultâneo, faz-se também uma reflexão sobre a imigração e as condições em que esta acontecia, ao mesmo tempo que se recordam as Tong Wars (disputas entre fações chinesas rivais que aconteceram em várias cidade norte-americanas entre o fim do século XIX e o início do século XX).

Composta por 10 episódios, a primeira temporada da série já se estreou, e após poucos episódios, já foi renovada para a próxima temporada.

Fonte: https://expresso.pt

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