Categoria: Entrevista

  • Entrevista com Michele Santos

    Entrevista com Michele Santos

    Wushu Moderno é um esporte de alto rendimento (baseado nas arte marciais chinesas tradicionais, o kungfu). Modalidade que já esta incluída nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2022(Summer Youth Olympics), sendo temas de diversos filmes e documentários. Um dos praticantes mais conhecidos é o ator  Jet Li (Pentacampeão Chines de Wushu). 

    O blog convidou Michele Santos, atleta da Seleção Brasileira de Wushu Moderno – Taolu Esportivo para contar um pouco da sua vivência na China e sua trajetória no Wushu.

    Sabemos que o grande sonho de um atleta de Wushu Kung Fu, é um dia conhecer e treinar na China, o grande berço das artes marciais. Para a atleta Michele, este sonho foi muito além do esperado. Michele conseguiu uma bolsa de estudos na Beijing Sports University (北京体育大学), e com isto, pode fazer um mestrado em artes marciais chinesas, o Wushu.

    Acompanhe abaixo o relato da atleta e sua Vivência na China:

    Meu nome chinês é xiāo méi 萧梅。Em 2017 um dos meus ex- companheiros de Seleção Brasileira, Roque neto, que tenho com muito carinho, nos compartilhou e ajudou com a oportunidade de realizar este sonho de ir estudar na China . 

    Aprender um idioma tão difícil como o mandarim do zero, além da mudança de cultura, não é uma tarefa fácil, mas devido a nossa garra de brasileiro, não seria impossível . Incialmente me dediquei um ano para estudar e passar em provas do idioma chinês e posteriormente ingressar no mestrado de Wushu.

    E confesso que ao mesmo tempo foi estressante e desafiador. Mais com o passar do tempo a língua chinesa e o convívio transforma essa situação em algo bom e divertido, onde a cada dia é um evolução . 
    Viver na China tem muitas facilidades e situações bem confortáveis. Você pode comprar coisas e pagar de forma muito simples e rápida, com o uso da tecnologia.  Apesar de muita gente ter o conceito que chinês come comida esquisita, encontramos uma variedade de frutas, legumes, ovos, entre outras coisas com muita fartura.

    O único problema é que carne vermelha na China custa muito caro, então raramente consumimos. Hoje na China já existem várias influências de outros países, você encontra com facilidade mercados internacionais e bares. 

    Em questão de segurança, você pode transitar com tranquilidade e sem preocupações, pois roubo e assalto é rado e com isto, temos uma sensação maior de conforto e segurança. Novas amizades com pessoas do mundo inteiro, ajudam praticar e conhecer vários idiomas. 

    Mesmo sendo estudante de Wushu e representar a universidade em competições para estrangeiros, não é algo tão simples treinar nos ginásios da escola, o wushuguan (武术馆). Infelizmente a escola tem uma política muito severa de não aceitar alunos dentro desses ambientes se não for para aulas da universidade. Muitas vezes os estudantes estrangeiros e chineses, não temos aonde práticar dentro da própria escola. Ou seja, se você pensa que viver na China, esta associado com treinar Wushu facilmente, naquele tão sonhado “carpete azul”, não é bem assim!

    Mais com passar do tempo fazemos amizades com professores da escola, e vamos nos acostumando a conhecer a filosofia, métodos, e costumes e lugares. No meu caso , foi isto que aconteceu . Meu professor Duan Laoshi (段永斌), nos recebeu em uma escola fora da universidade e começou a treinar a mim e companheiros de time da seleção brasileira ( Márcio Coutinho, Gabriel Nakamura, entre outros ).

    Sou muito grata ao professor Duan (段), pois eu e meus companheiros começamos a ter uma nova concepção e entendimento de fazer Wushu . Porém, todas essas aulas são pagas no começo e com o passar do tempo os professores também nos ajudam e passam a entender sobre as dificuldades financeiras, pois treinar Wushu na china não custa barato. 

    Pela Beijing Sports já participei de várias competições e apresentações , sou muito grata a escola por oferecer esta oportunidade . E por fim, esta experiência na China tem sido algo inovador, e certamente ficará gravado na minha vida para sempre. Eu sou muita grata a Deus e as pessoas que participaram e participam desse momento na minha vida . E espero que outras pessoas possam ter cada vez mais conhecimentos e experiências como as minhas e possam realizar os seus sonhos.

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    Michele em Competição da Beijing University

    Trajetória no Wushu

    1– Por que vc começou a treinar Wushu-kung fu?

    Michele Santos : Desde da minha infância eu demonstrava interesse e aptidão por práticas esportivas. Durante minha fase escolar prátiquei vários desportos. Porém, sempre fui encantada com esportes de apresentações e alta plasticidade tais como : balé, ginástica artística , ginástica rítmica entre outros . Aos meus 15 anos de idade eu conheci o Wushu, e foi então amor à primeira vista .O motivo de eu ter escolhido e começado a treinar Wushu, foi porque dentro dele eu tinha tudo que mais me encantava e apreciava dentro de uma modalidade esportiva. E com o passar dos anos eu entendia que Wushu para mim não representava “só  esporte”… e  sim estilo e filosofia de vida , e por fim um chamado e missão destinado a mim. 

    2- Quando entrou para a Seleção Brasileira?

    MS: Eu me tornei membro da seleção brasileira de Wushu taolu no ano de 2012.

    3- Qual seu principais títulos? De todos qual o mais especial?

    MS: Eu conquistei títulos nacionais e internacionais. Sou campeã brasiliense , brasileira , 2 x campeã panamericana, 2x campeã sulamericana, 3º lugar no campeonato Internacional Brics Games e 2 participações em campeonatos mundiais. Para mim, todas minhas conquistas e derrotas tem um nível alto de importância, pois foi aonde aprendi e continuo aprendendo muitas coisas. 

    Porém, no panamericano de 2016 nos EUA, tem um significado especial para mim. Um ano atrás (2015) eu perdi meu pai. Ele era militar e faleceu voltando de missão. E naquele ano eu entrei com meu coração e mente destinado a honra tudo que ele representou e representa na minha vida de atleta e também como ser humano . Eu lembro que no pódio eu fiz um sinal de gratidão a ele . Então, este momento está registrado na minha mente com muito carinho e fidelidade ao um dos grandes semeador dos meus sonhos, meu pai .

    4- Qual a sensação de representar o seu pais em Mundial ? 

    MS:A sensação de representar um esporte de um país é um momento único, incrível e desafiador . Eu me sinto muito grata a Deus , por destinar a mim, e outros companheiros do time do Brasil esta missão. Porque através do nosso trabalho escrevemos a história do esporte no nosso país , e isso é único. Nada e ninguém pode tirar.

    5- Voce ja teve lesão? Qual o sentimento e como foi a recuperação?

    RF:Eu já tive mini lesões causadas pelo treinamento. Eu e meu treinador  (Márcio Coutinho), sempre tivemos o cuidado e discernimento do valor do preparo físico e dos métodos de  prevenção a lesão e recuperação pós treino. Mesmo sem apoio financeiro nós sempre procuramos nos orientar e tentar fazer o melhor, e isto tem me ajudado muito a me manter protegida de lesões sérias . 

    Porém, um dos piores momentos que as lesões se manifestaram foi durante meu primeiro mundial na Rússia. Meu tornozelo estava inchado e doendo muito, causado pelos nandus. Eu me sentia tão preocupada e amedrontada que contribuiu muito para desprogramar meu mental , e me levando a uma apresentação que não correspondia a quem eu queria e tinha preparado para ser naquela competição . A prevenção de lesões e algo muito importante e seria. Porém, um atleta mentalmente preparado, torna ele um  indivíduo mais qualificado e preparado para qualquer coisa, inclusive saber lidar com o medo e as dores da lesão

    6- Ja pensou em desistir do wushu?

    MS: Em algumas fases, eu já pensei em desistir da minha vida de atleta . Do wushu não, ele ja está enraizado. Em algumas momentos eu sentia que eu trabalhava, colocava tanto fisicamente e mentalmente meu esforço e muitas das vezes o felling de volta, que meu trabalho era de menos. E eu me sentia desvalorizada. E isso me fazia refletir fortemente em desistir da minha carreira de atleta . Contudo, meu elo com Deus e pessoas que trabalham comigo (técnico, alguns amigos e família ) me ajudaram a superar e trabalhar cada vez mais. Porém,  com outras perspectivas  é tentar tirar aprendizados. Ainda estou em aprendizado com isto .

    7- Na sua opinião, o que precisa para se tornar um bom atleta?

    RF:Eu acredito que ter sucesso em algo não existe uma fórmula ou receita. Ter sonhos é importante, eles nos mantém vivos , mais sonhar por sonhar pode te levar ao fracasso e desilusões . Meu conselho baseado nas minhas experiências é: construir metas e planos bem sólidos com você e com pessoas que acreditam no seu trabalho, e trabalhar fielmente nisso dia após dia . Isto com certeza te levará a bons frutos ou boas experiências.  

    8- Quais seus ídolos no wushu? 

    RF:Um dos meu grandes ídolos no Wushu, e meu técnico e companheiro de Seleção Brasileira, Márcio Coutinho . Apesar da pouca idade, meu técnico sempre foi alguém que eu poderia dar vários adjetivos incríveis. Eu sou muito grata , e espero um dia retribuir e ser como ele, para outras pessoas que vivem pelo Wushu como nós. Como atleta ele sempre me inspira a buscar o máximo de excelência tanto tecnicamente, fisicamente e como ser humano . 

    9- Qual conselho voce daria para quem esta iniciando no wushu?

    MS:Como eu citei anteriormente, um dos conselhos para as futuras gerações é: Viva o seu momento, viva os seus sonhos, mais sonhos baseados em metas e planos sólidos . E o mais importante, após traçar seus objetivos, e procurar meios de evolução/excelência constantemente (tecnicamente, fisicamente e mentalmente). Trabalhefielmente dia a pós dia. E então com certeza seus sonhos podem se tornar realidade.

    Gostaria de compartilhar uma frase bíblica que meu pai me ensinou e sempre uso ela para me fortalecer : ”combati o bom combate”. Então, as futuras gerações eu desejo que vocês trabalhem duro e façam o bom combate internamente, sua disputa é com si mesmo. Jiayou!!!

    10- Qual o seu sentimento pelo wushu?

    MS:Esta é uma pergunta um tão pouco extensa para mim… mais em resumo, o Wushu se tornou uma filosofia de vida para mim. Ao decorrer desses 13 anos, eu tenho aprendido e aplicado muitas coisas em prol do meu elo com o Wushu . Cada vez que estudo e prático o mesmo, entendo o quanto e profundo e difícil, mais isto não me desanima, e sim me torna cada vez mais inspirada para estudar e aprender.  Sou muito grata a Deus por ter me dado a oportunidade de conhecer e estar aprendendo algo tão incrível que é o Wushu .

  • Entrevista Exclusiva com a atriz Juju Chan

    Entrevista Exclusiva com a atriz Juju Chan

    Atriz, artista marcial, modelo, cantora e escritora, Juju Chan nasceu na cidade de Hong Kong, no dia 02 de Fevereiro de 1989. Ficou muito conhecida no papel da Silver Dart Shi, do Tigre e o Dragão 2: Espada do Destino (Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword of Destiny) e recentemente estrelando Wu Assassins no papel de Zan, ambas produções da Netflix.

    Actress, martial artist, model, singer and writer, Juju Chan was born in the city of Hong Kong, on February 2, 1987.O kungfu.doc traz com exclusividade uma entrevista com a atriz, que gentilmente respondeu nossas perguntas. Confira na integra:

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    JuJu Chan

    kungfu.doc: Quais artes marciais você praticou? Desde que idade?

    Juju Chan: Comecei aos 10 anos com o judô porque essa era a escola de artes marciais mais próxima da minha casa. Conforme eu fui crescendo, eu fui aprendendo também Shotokan, Kung Fu, Tae Kwon Do, Boxe e Boxe tailandês. Depois que consegui minha faixa preta de Tae Kwon Do, fui selecionada para a Equipe de Hong Kong e comecei a competir no Tae Kwon Do, e pouco tempo depois, fui observado por uma escola Mauy Thai para entrar no clube e lutar por eles nos Campeonatos de Muay Thai.

    kungfu.doc: Por que você começou a treinar?

    Juju Chan: Eu entrei em artes marciais por causa do meu amor por filmes de ação, desde que eu era criança. Meu pai adora filmes de ação. Ele colocava um filme de ação na TV em casa quase todas as noites e, quando eu era criança, adorava copiar o que via na TV. Mas é claro que pode ser bastante perigoso para uma criança apenas copiar movimentos de artes marciais sem nenhum treinamento. Lembro-me de uma vez que estava copiando uma acrobacia que Jackie Chan estava fazendo na Hora do Rush, e quebrei o vidro da mesa de café em casa. Depois disso, meus pais me colocaram para aprender artes marciais.

    kungfu.doc: Qual é a sua arma favorita nas artes marciais?

    Juju Chan: Nunchaku. Eu amo como ele fluirá de acordo com o seu movimento com força e ritmo. Eu realmente amo usá-los, e realmente sinto falta deles quando estou em lugares onde não posso trazê-los.

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    JuJu Chan Nunchaku

    kungfu.doc: Qual foi sua primeira atuação como atriz?

    Juju Chan: No teatro no ensino médio.

    kungfu.doc: Você teve outros empregos além de ser atriz?

    Juju Chan: Já trabalhei em publicidade e programação de computadores.

    kungfu.doc: Você sofreu alguma lesão durante o treinamento ou como atriz?


    Juju Chan: Sim, hematomas são muito comuns. Também torci o tornozelo várias vezes durante o treinamento. E meu olho direito também se machucou algumas vezes. Já cortei algumas vezes no meu olho direito. As pessoas podem não perceber isso, mas meu olho direito é um pouco menor que o meu esquerdo. Acho que é de todos os ferimentos e impactos que tive ao longo dos anos no mesmo olho.
    Sempre há o risco de fazer filmes de ação e ser dublê. É por isso que é importante estar seguro. A segurança é tão importante. Além disso, quando você está cansado ou seu oponente está cansado e vê que algo não está certo, é melhor parar de treinar do que continuar, porque se você continuar e continuar e não ajustar algo ou apenas fazer uma pausa, as lesões são mais prováveis acontecer.

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    JuJu Chan em Tigre e o Dragão 2: Espada do Destino
    (Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword of Destiny)

    Eu estava filmandoO Tigre e o Dragão 2: A espada do Destino“, quando na minha última cena, precisamos realizar uma luta de espadas. Na verdade, filmamos várias takes e a última foi muito boa. Só por segurança, o diretor decidiu fazer mais um take, e é claro que foi quando me machuquei. Talvez a outra artista estivesse cansada, não sei porquê, mas ela cortou a espada mais cedo do que antes de eu terminar meu movimento e a espada acertou bem no meu olho direito. Foi muito doloroso. Era uma espada realmente pesada que entrou direto nos meus olhos. Eu fiquei com um hematoma enorme e não consegui ver por 10 dias. Eu realmente pensei que ficaria cega, mas, felizmente, não. E, felizmente, a tomada anterior foi boa, então eles usaram a tomada anterior e eu fui mandada para o hospital. Então, dois dias depois, tivemos nossa festa de encerramento. Muitas pessoas pensaram que eu não apareceria por causa de minha lesão nos olhos. Mas fiz um tapa-olho de borboleta vermelha muito fofa para cobrir meu olho direito e entrei na festa.

    kungfu.doc: Na série do Netflix “WU ASSASSINS”, qual foi sua maior dificuldade, e facilidade durante as cenas. Você usou dublês para as lutas ou fez suas próprias cenas? Qual é a sensação de ter feito esta série?

    Juju Chan: Eu interpretei Zan no Wu Assassins da Netflix – uma artista marcial de elite e tenente em uma tríade, e um guarda-costas de um comandante de alto escalão.O papel foi originalmente escrito para um ator/homem. Na verdade, eu estava me preparando para fazer um outro papel, a personagem Ying Ying, se você já viu a série.
    O criador da série gostou do meu visual e queria as habilidades que eu podia trazer para a série. Então, ele criou um novo papel de guarda-costas feminino para o chefe da Tríade da Chinatown de São Francisco, Zan, na série para substituir o personagem masculino original de guarda-costas.

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    Atriz JuJu Chan ao lado dos atores Iko Uwais e Mark Dacascos em Wu Assassins


    Os dois primeiros episódios já foram escritos quando eu fui escalada, então sou apenas um personagem em destaque nesses episódios. Mas Zan explode no programa no terceiro episódio com uma cena épica de luta na cozinha, e ela cresce a partir daí. Minhas cenas favoritas são a luta na cozinha no episódio 3, Zan invadindo a delegacia no episódio 8 e Zan assumindo o comando no episódio 9.

    Eu faço todas as minhas próprias lutas e cenas de ação em filmes. Devo dizer que sou SEMPRE desafiada, e preciso provar para mim mesma, pelo departamento de Dublês. Eu tenho duas coisas contra mim. Primeiro, eu sou atriz e não dublê. Os coordenadores de Dublês geralmente não confiam em atores com ação. E dois, claro, eu sendo uma mulher. Você terá sorte em encontrar mais de duas dublês femininas em alguns dos maiores filmes de ação, e as coordenadoras de dublês são extremamente raras em qualquer lugar. No final, trata-se de ganhar o respeito das pessoas com quem trabalha. Com todos os trabalhos que eu estive, no final das filmagens acabei trabalhando muito de perto e bem com as equipes de dublês.

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    JuJu Chan no Set de Wu Assassins com Diretor Stephen e o Ator Byron Mann

    De qualquer forma, é muito fácil ser dispensado por algumas pessoas quando eu quero me encarregar de minha própria ação, mas se eu não me forço para isso, minha experiência foi que eles colocaram uma dublê (ou um pequeno dublê) para fazer as lutas da atriz. E imediatamente parece genérico. Se você olhar para Jackie Chan, Sammo Hung, Donnie Yen e, claro, Bruce Lee, todos eles se encarregaram de suas próprias lutas, e todos têm uma expressão de assinatura para elas. Eu vejo a necessidade de fazer isso por mim.
    Eu certamente espero que, ao fazer isso, outras equipes de dublês estejam mais abertas a ouvir outras mulheres quando tiverem opiniões de ação, seja para brigar, andar a cavalo, dirigir ou qualquer outra habilidade relacionado ao papel do filme.

    kungfu.doc: Quem são seus ídolos na arte marcial e no cinema?


    Juju Chan:Para mim, minhas principais influências foram Donnie Yen e Jackie Chan. Eu acho que é por isso que eu faço muitos tipos de artes marciais. Antes deles, os filmes de Hong Kong eram sempre sobre o “Kung Fu Chinês” ser melhor. Mas se você olhar para Donnie Yen, suas artes marciais são muito mistas. Jackie Chan era mais sobre acrobacias e comédia, que eu certamente gostaria de explorar por mim mesma. Eu amei o fato de Jackie estar fazendo filmes americanos também. Também fui especificamente influenciada pela carreira de Michelle Yeoh. Adoro o que ela fez ao trazer as mulheres para a vanguarda da ação, não tanto no cinema chinês, que tem uma tradição de estrelas de ação femininas, mas pela maneira como ela fez isso em Hollywood. Antes dela, as “Bond girls” eram interesses amorosos ou uma inimiga. Eu amo que ela trouxe para a tela o que era na essência uma Bond feminina da China. E ela conseguiu continuar trabalhando no setor como uma mulher de ação! Espero conseguir fazer isso.

    kungfu.doc: Para seus fãs brasileiros, quais são seus novos projetos e trabalhos?


    Juju Chan: Tenho um filme “Hollow Point” que está agora na Fox Asia e no Netflix da Europa e do Reino Unido. E uma adaptação de quadrinhos de artes marciais, “Jiu Jitsu”, com Nicolas Cage, filmado em Cypress saindo neste verão (seria em julho aqui no Brasil).

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    Hollow Point
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    Filme Jiu Jitsu JuJu Chan e Nicolas Cage com atores e o diretor

    kungfu.doc: Que mensagem você gostaria de deixar ?


    Juju Chan: Sempre siga seu coração e sua paixão! Como artista, você nunca desiste quando enfrenta dificuldades ou desafios. Seja positivo e rodeie-se de pessoas inspiradoras. Você vive apenas uma vez, por isso, se ser um artista é sua paixão, ninguém o impede!

    Espero continuar melhorando minhas habilidades em artes marciais e adoraria interpretar um personagem legal de super-herói em filmes que possam mostrar minhas habilidades reais.

    O kungfu.doc gostaria de agradecer a atriz Juju Chan pela entrevista realizada via Instagram e Email. Estamos na torcida pelos seus próximos filmes e ainda queremos ver você em um papel como super heroína.

    Informações sobre a atriz e estrela de ação Juju Chan em suas redes sociais:

    Confira algumas fotos da Atriz JuJu Chan

  • Rotina da Atleta Edineia Camargo, durante isolamento social

    Rotina da Atleta Edineia Camargo, durante isolamento social

    A disseminação do novo coronavírus (Covid-19) alterou radicalmente a rotina de atletas de alto rendimento, principalmente com o fechamento temporário de academias, parques e demais locais destinados à realização de atividades físicas

    Durante o período de isolamento social, os atletas contemplados pelo programa Bolsa Atleta, concedido pelo Governo do Estado, por intermédio da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), mantêm os treinamentos em suas residências com a ajuda de utensílios domésticos e com acompanhamento técnico à distância. 

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    Para Edineia Camargo, atleta da seleção brasileira de Kung Fu Wushu (www.cbkw.org.br), o período de isolamento, serve para reflexão a respeito da importância do esporte em sua vida. “Me fez pensar em quanto amo o que faço e nas coisas realmente importantes, como família, amigos e pequenos gestos que, na correria do dia a dia, passavam despercebidos.

    Eu nunca imaginei que passaríamos por algo dessa forma, esse momento está sendo de muita mudança. Tive que adaptar toda minha rotina, como atleta e profissional. Os treinos que eram feitos em academia estão sendo realizados em casa, é claro que não tenho a mesma estrutura. As consultas de nutricionista e psicóloga estão sendo feitas online. Estou fazendo o melhor que eu posso na realidade que tenho. O calendário esportivo da minha modalidade do primeiro semestre foram canceladas todas as competições e estou aguardando notícias sobre o segundo semestre. Não é fácil pensar que talvez ficaremos longe das competições por algum tempo. Mas esse momento deve ser de resiliência, fé, esperança e otimismo por dias melhores no esporte e no mundo.

    Sanda Edineia Camargo

    “Consigo fazer em casa treino de flexibilidade, aeróbicos (pular corda, rounds), circuitos com exercícios funcionais voltados à luta, sequências de golpes específicos da minha modalidade, o Wushu Sanda com uso de manoplas e aparadores de chutes”, completa a multicampeã sul-mato-grossense na arte marcial chinesa (Wushu/Kungfu), que ainda realiza consultas online com nutricionista e psicóloga. 

    Fonte: Lucas Castro – Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte)http://www.fundesporte.ms.gov.br/ e Atleta Edineia Camargo.

    O Kungfudoc deseja sucesso para a atleta Edineia Camargo, nesta fase de isolamento social e estamos na torcida por dias melhores para a atleta, assim como para todos no mundo.

  • Entrevista com Rafael Viana

    Entrevista com Rafael Viana

    Wushu Moderno é um esporte de alto rendimento (baseado nas arte marciais chinesas tradicionais, o kungfu). Modalidade que luta para virar esporte olímpico, sendo temas de diversos filmes e documentários. Um dos praticantes mais conhecidos é o ator  Jet Li (Pentacampeão Chines de Wushu). 

    O blog convidou Rafael Viana, atleta da Seleção Brasileira para contar um pouco de sua trajetória no wushu.

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    1- Por que vc começou a treinar Wushu-kung fu?

    Rafael Viana: Comecei a treinar Wushu com 12 anos. Um dos motivos é que eu estava acima do peso para minha idade, então havia uma pressão de meus pais para se procurar um esporte. Mas a principal inspiração mesmo para procurar o Wushu e não outro esporte estava em animações de lutas japoneas, como Naruto por exemplo. Queria muito fazer algo parecido (risos)

    2- Quando entrou para a Seleção Brasileira?

    RF: Meu primeiro treino na seleção Brasileira foi em 2009. Porém fui convocado para o primeiro campeonato internacional apenas em 2012 para o Panamericano no México na categoria de Nanquan Juvenil, como reserva. 

    3- Qual seu principais títulos? De todos qual o mais especial?

    RF: Meus principais títulos foram, com certeza, o Sulamericano no Uruguai de 2017 em Nandao e o Panamericano em 2018 em todas categorias que compito. Cada um desses campeonatos foram marcos importantes de minha evolução no Wushu, seja na execução de um nandu ou na performance geral do Taolu. Sabe quando você sente que subiu um degrau muito importante em sua evolução? Foi esse o sentimento que me veio após esses dois campeonatos. 
    Contudo, queria citar também o Universiade, no ano de 2017. Foi minha primeira competição com atletas de altíssimo nível, atletas inclusive com títulos mundiais. Esse campeonato me proporcionou uma experiência única. Ver nandus nível C, performances que chegam perto de 2.70 abrem a mente de uma forma absurda e te faz querer melhorar ainda mais. Então, esse campeonato também, apesar de não ter conquistado um título, foi um dos mais especiais em minha carreira.

    4- Qual a sensação de representar o seu pais em seu primeiro Mundial ? 

    RF:Bom, a sensação não é só de grande responsabilidade, mas de orgulho de representar seu país internacionalmente.
    A força e destaque dos países americanos vem crescendo aos poucos frente às grandes potências no esporte, e eu espero fazer minha parte com um resultado positivo. Estou trabalhando duro para isso!

    5- Voce ja teve lesão? Qual o sentimento e como foi a recuperação?

    RF:Já sim, várias. Se tem algo que te deixa angustiado, frustrado, ansioso e triste no esporte é lesão. Principalmente porque geralmente elas aparecem no momento em que você menos desejaria que ela aparecesse. Mas não tem jeito, a paciência e a calma tem quer ser achada de alguma forma, principalmente porque a maioria das lesões tendem a ser por sobrecarga de treino. Busque ajuda médica e a reabilitação necessária. Não ignore o problema. O descanso e reabilitação do membro injuriado é necessário. Porém, nunca parei de treinar mesmo lesionado. Sempre aproveitei esses momentos para treinar outras partes que eu não focava tanto, sem forçar a lesão, claro. Focava em treinar principalmente yan shen (olhar determinado), algo extremamente necessário para performance em um taolu.

    6- Ja pensou em desistir do wushu?

    RF:Pensar em desistir nunca. Sempre fui muito pragmático e fiel sobre as decisões em minha vida. Cheguei a questionar se era o que eu realmente queria, quando eu entrei em um cursinho para prestar vestibular. Foi uma autoreflexão de 20 minutos, em que decidi continuar, mesmo com uma grande grande carga horária dali para frente. Desde então, nunca mais me veio esse questionamento em minha cabeça, até agora (risos).

    7- Na sua opinião, o que precisa para se tornar um bom atleta?

    RF:Bom, isso não é algo tão simples para se dizer. Cada atleta possui seu estilo, seus trejeitos, sua forma de encarar aquilo que aparece em sua frente. Não existe uma fórmula pronta.
    Pessoalmente, acho que o que torna alguém bom no que faz é com certeza determinação, o foco, paciência e resiliência. Muita resiliência. Saber lidar com todas adversidades e sempre se adaptar a elas, da melhor forma possível, para sempre continuar evoluindo. Acho que isso te levará a algum lugar que te deixe feliz.

    Outro ponto muito importante que torna alguém um bom atleta é sua conduta frente ao mundo. Não digo de forma cartesiana, de cumprir regras. Mas no sentindo de sempre respeitar o próximo, independente de cor, raça, gênero, condição social ou nacionalidade. O Wu De, o código de ética no Wushu, é algo impressindível. Sempre a favor do respeito, harmonia e do amor. Nunca acima de alguém. Sem isso, por mais que você tenha tudo aquilo que eu citei anteriormente, você nunca será um bom atleta.

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    Rafael e Mestre Thomaz Chan

    8- Quais seus ídolos no wushu? 

    RF:Bom, o ídolo a ser falado aqui, com certeza, é meu mestre, Thomaz Chan. Além de referência na questão técnica, ele sempre foi uma referência naquilo que comentei antes, o Wu De. Muito do que sou agora foi fruto de seus conhecimentos e experiências que absorvi dele. 
    Até hoje me recordo do ano de 2010, ainda bem jovem com 16 anos. Não havia sido convocado para a seleção brasileira aquele ano e por isso estava decepcionado comigo mesmo. Foi apenas uma frase: “Tenha paciência, treine forte que os frutos serão colhidos”. Até hoje, a cada conquista que tenho, essa frase me volta à cabeça (risos).
    Com certeza, ele é a principal referência que eu tenho no esporte. 

    9- Qual conselho voce daria para quem esta iniciando no wushu?

    RF:Iniciar Wushu, observando meus poucos alunos que já tive, é algo sempre muito ambíguo. Há uma ansiedade e felicidade em sempre aprender coisas novas e legais acompanhada de um pouco de tristeza e angústia quando há a comparação com atletas de alto nível, principalmente para aqueles que entram com vontade de competir. Portanto, o primeiro conselho que dou para quem inicia o wushu é sempre deixar muito claro quais são seus objetivos no esporte. Só isso já pode previnir muitas frustrações (risos). O segundo conselho é paciência. O wushu é um dos esportes mais complexos que eu conheço. Há uma infinidade de capacidades que o atleta deve ter para se obter um alto rendimento. O terceiro e último conselho, para aqueles que desejam entrar no ambiente competitivo, é que tenham resiliência e perseverança. As dificuldades serão inúmeras, afinal nem mesmo os atletas de ponta no país encontram todos os recursos mínimos para a prática. Além disso, é impossível viver apenas do esporte. Contudo, o Brasil está cada vez mais capacitado tecnicamente no ensino. Muito já mudou nos últimos dez anos para melhor, e se é algo você deseja, você tem o necessário para ser competitivo lá fora. Então sempre busque as melhores fontes para se aperfeiçoar, mesmo à distancia, e não desista daquilo que você ama.

    10- Qual o seu sentimento pelo wushu?

    RF:Meu sentimento pelo wushu são todos os possíveis. Encaro treinar wushu como uma criança gamer encara um video game. É onde encontro lazer, amigos, desafios e conquistas. Acho que poucas coisas conseguem te dar tantos sentimentos como o wushu.
    Eu realmente amo este esporte.

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    Frase favorita

    RF:“Cresceremos do concreto.” Para variar esta é uma frase de uma animação japonesa de esporte. O time mais fraco, do protagonista, é taxado pelo atacante do principal time da liga como um concreto, onde sementes jamais se tornariam frutos. O protagonista, então, o respondeu com essa frase.
    Acho que essa frase se aproxima muito da minha historia de vida. Por escolher um curso com alta carga horária muitos diziam que eu não poderia me tornar um bom atleta. Em outras palavras, a medicina, curso que eu escolhi, seria o concreto, e o wushu a semente que jamais cresceria.
    Pois bem, estou crescendo do concreto!

  • Entrevista com Ninna Cardoso

    Entrevista com Ninna Cardoso

    Kung Fu é uma arte marcial chinesa baseada na tradição filosófica e espiritual.Desenvolve não só o corpo, mas também a mente e o caráter, além é claro de ser uma excelente técnica de defesa pessoal

    O blog convidou Ninna Cardoso Silvestre, atleta da Seleção Brasileira de Wushu/Kungfu Tradicional para contar um pouco de sua trajetória.

    Selecao Wushu Ninna Cardoso
    Atleta Ninna Cardoso

    1-Por que vc começou a treinar Wushu-kung fu?

    Nina Cardoso – Eu era bailarina,e minha mãe me matriculou pra eu aprender a me defender e então me apaixonei.

    2- Quando entrou para a Seleção Brasileira?

    NC – Entrei em 2015

    3- Qual seu principais títulos? De todos qual o mais especial?

    NC- Tri Campeã Brasileira – Campeã Sul Americana e Campeã Pan Americana. O Mais especial foi o Campeonato Sul Americano desse ano, pois eu vinha me recuperando de uma cirurgia e foi muito especial, foi realmente uma superação grande pra mim.

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    Atleta Ninna Cardoso em Competição 

    4- Qual a sensação de representar o seu pais?

    NC – É a melhor sensação! Muita emoção de verdade. Isso sempre foi um sonho e quando você sobe no podium com a bandeira, a emoção é indescritível, a melhor sensação da vida!

    5- Voce ja teve lesão? Qual o sentimento e como foi a recuperação?

    NC – Tive muitas! Tenho 5 operações no cotovelo esquerdo, inicialmente a recuperação sempre foi rápida, mas dessa ultima vez não tão rápida quanto eu gostaria, mas ainda assim com a ajuda do meu mestre, dos técnicos da seleção e da Fisio da Seleção, consegui me recuperar e ainda conquistar títulos importantes esse ano. Acho que o segredo é o amor pelo KungFu que não deixa a gente relaxar.

    6- Ja pensou em desistir do kungfu?

    NC – Nunca!!! Quando eu sofri um acidente de carro, os médicos diziam que eu não voltaria a andar e eu sempre dizia: “Não só vou voltar a andar, como vou voltar a treinar” e aqui estou. Quem não sabe, nem percebe as minhas limitações.

    7- Na sua opinião, o que precisa para se tornar um bom atleta?

    NC – Precisa amar muito, pois não é fácil… Se dedicar e ser humilde.

    Selecao Ninna Cardoso1
    Campeonato Sul-Americano de Kungfu/Wushu 

    8- Quais seus ídolos no kungfu?

    NC – Gosto muito Do Jackie Chan, por ser tradicional, e tenho um ídolo “real” que esta na seleção, que é o Hirata

    9- Qual conselho voce daria para quem esta iniciando no kungfu?

    NC – Aproveite ao máximo, se dedique e não desista… desistir é sempre o caminho mais fácil.

    “O Kung Fu é a minha vida! Mudou a minha vida! E muda a vida das pessoas… Kung Fu está em tudo o que você faz e na maneira com que trata as pessoas” Ninna Cardoso Silvestre

  • Entrevista com Marcela Polastri

    Entrevista com Marcela Polastri

    O Wushu Moderno é um esporte de alto rendimento (baseado nas arte marciais chinesas tradicionais, o kungfu). Modalidade que luta para virar esporte olímpico, sendo temas de diversos filmes e documentários. Um dos praticantes mais conhecidos é o ator  Jet Li (Pentacampeão Chines de Wushu). 

    O blog convidou Marcela Polastri, atleta da Seleção Brasileira para contar um pouco de sua trajetória no wushu.

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    Atleta Marcela Polastri – Competindo no Brics Games 2017

    1- Por que vc começou a treinar Wushu-kung fu?

    Marcela Polastri – Comecei a treinar para sair de uma depressão aos 16 anos, com objetivo de ocupar meu tempo livre com atividades que me trouxessem saúde física e mental.

    2- Quando entrou para a Seleção Brasileira?

    MP – Entrei para a Seleção em 2011.

    3- Qual seu principais títulos?

    MP – Fiquei em 3º lugar no BRICS GAMES (CHINA 2017) e em 6º e 7º lugar no Campeonato Mundial de Wushu (RUSSIA 2017).

    4- Qual a sensação de representar o seu pais?

    MP- É maravilhoso e ao mesmo tempo uma grande responsabilidade. Me sinto orgulhosa em representar o Brasil.

    5- Voce ja teve lesão? Qual o sentimento e como foi a recuperação?

    MP – Varias. Torci 3x o tornozelo (uma delas fazendo mortal), já quebrei a mão treinando nangun, dores musculares praticamente toda a semana.

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    Atleta Marcela Polastri 

    6- Ja pensou em desistir do wushu?

    MP – Sempre tenho esse pensamento. Num pais como o Brasil onde não temos muito apoio da iniciativa publico/privada é difícil seguir carreira, mas sempre tem algo ou alguém que me faz tirar isso da mente. Tem que gostar muito do esporte pra seguir adiante.

    7- Na sua opinião, o que precisa para se tornar um bom atleta?

    MP- Comprometimento e diversão. Comprometimento para seguir firme nos treinos e diversão para ser prazeroso e não perder o essência.

    8- Quais são seus ídolos? 

    MP – He Jing De (atleta de wushu de hong kong), Bernardinho, Ayrton Sena, Fabiana Murer, Sheila do Volei, Thiago Pereira da natação, Marcus Buchecha Almeida Brazilian Jiujitsu.

    9- Qual conselho voce daria para quem esta iniciando no wushu?

    MP –  De o seu máximo nos treino e se divirta-se como nunca.

    10- Qual o seu sentimento pelo wushu?

    MP – Amor!

    E para finalizar, qual sua frase preferida?

    MP – “A vontade de se preparar tem que ser maior do que a vontade de vencer. Vencer será conseqüência da boa preparação” Bernardinho

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    Marcela Polastri – Brics Games 2017 

    Confira alguns videos do atleta Marcela Polastri

  • Entrevista com Marcelo Yamada

    Entrevista com Marcelo Yamada

    O Wushu Moderno é um esporte de alto rendimento (baseado nas arte marciais chinesas tradicionais, o kungfu). Modalidade que luta para virar esporte olímpico, sendo temas de diversos filmes e documentários. Um dos praticantes mais conhecidos é o ator  Jet Li (Pentacampeão Chines de Wushu). 

    O blog convidou Marcelo Yamada, atleta da Seleção Brasileira para contar um pouco de sua trajetória no wushu.

    Atleta Marcelo Yamada Nangun 01
    Atleta Marcelo Yamada, durante competição de Nangun (Bastão do Sul) no 14th World Wushu Championships

    1- Por que vc começou a treinar Wushu-kung fu?

    Marcelo Yamada – Quando eu era criança, eu assistia muitos filmes de luta com meu pai, e o meu favorito era os filmes com o Bruce Lee! Assistia sempre e comecei a me interessar pela arte marcial, até que abriu uma academia de Wushu em Bauru e comecei a treinar.

    2- Quando entrou para a Seleção Brasileira?

    MY – Entrei para a Seleção em 2005.

    3- Qual seu principais títulos? De todos qual o mais especial? 

    MY – 13 vezes campeão Brasileiro,  5 vezes campeão Sul-americano,  2 vezes campeão Panamericano e o mais importante: Vice-campeão do World Games.

    4- Qual a sensação de representar o seu pais?

    MY- Eu amo representar meu país, sempre lutei e treinei muito para conseguir entrar na seleção brasileira, e quando isso aconteceu eu tinha na minha mente, que eu iria treinar mais e sempre mais, para conseguir estar por muito tempo representando o Brasil.

    5- Voce ja teve lesão? Qual o sentimento e como foi a recuperação?

    MY – Em 2016, no Campeonato Panamericano, nos EUA, sofri minha primeira lesão grave, rompi o LCA, menisco e outros ligamentos do meu joelho. No momento, eu sentia muita dor física e sentimental. Como nunca tinha vivenciado uma lesão assim, eu estava perdido e preocupado, não sabia o que iria acontecer com meu futuro.

    Após refletir e decidir que voltaria mais forte, eu decidi que iria fazer de tudo para estar no Campeonato Mundial da Russia de 2017, com 11 meses para operar, recuperar e voltar em alto rendimento, tive desconfiança de muitas pessoas, mas eu sabia que iria conseguir e estava blindando de qualquer crítica.

    Graças a uma equipe multidisciplinar incrível, a CBKW e a pessoas próximas, pude chegar a Rússia e ter o melhor resultado que poderia imaginar. Ali eu sabia que tinha feito a escolha certa.

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    Atleta Marcelo Yamada – Nandao (Facao Sul)

    6- Ja pensou em desistir do wushu?

    MY – Nunca. Já tive momentos de baixa motivação, mas desistir jamais.

    7- Na sua opinião, o que precisa para se tornar um bom atleta?

    MY- Primeiramente, ter pensamento de atleta profissional, cuidar do corpo e da mente. Segundo, treinar muito e  Terceiro, ter disciplinado e dedicação.

    8- Quais seus ídolos no wushu? 

    MY – Tenho vários ídolos, mas gosto de destacar meus ídolos que estão perto de mim:

    Me inspiro demais no meu mestre Thomaz Chan. E tenho como ídolos ex-atletas que estiveram comigo: João Ferreira, Luiz Carlos, Margareth Sako, Maximilian Kobayashi, Adriano Lourenço.

    9- Qual conselho voce daria para quem esta iniciando no wushu?

    MY – Tenho dois:

    • Se dedicar nos treinos.
    • Saber escutar e ser sempre humilde para aceitar correções, conselhos de todas as pessoas.

    10- Qual o seu sentimento pelo wushu?

    MY – Amor!

    E para finalizar, qual sua frase preferida?

    MY – One World, one dream!

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    Atleta Marcelo Yamada 

    Confira alguns videos do atleta Marcelo Yamada no 14th World Wushu Championships realizado em Kazan, Russia 2017.