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  • Irmãos Sun

    Irmãos Sun

    Viramos o ano de 2024 com uma feliz estreia na Netflix. Estamos falando da nova série estrelada por ninguém menos que Michelle Yeoh, Irmãos Sun (The Brothers Sun). E só por essa pequena introdução, vocês já entenderam que gostamos da série e vamos falar o porquê.

    A história aborda o universo das gangues de Taiwan, mais especificamente de Taipei. Após um atentado contra a vida de um dos chefes de uma gangue, o seu filho Charles (Justin Chien) vai até Los Angeles proteger sua mãe, Eileen (Michelle Yeoh), e seu irmão, Bruce (Sam Song Li).

    Bruce é um estudante de medicina que quer muito trabalhar com Stand up e improvisos e, por sair de Taiwan muito criança, ele não tem idéia que sua família, na verdade, é uma família de gangsters até seu irmão chegar.

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    Bruce (Sam Song Li) e Eileen (Michelle Yeoh)

    Ao longo da série você acompanha a saga de Bruce nesse novo mundo que ele acaba descobrindo, e é muito interessante porque a história é conduzida de forma cômica mas, em contrapartida ela tem sim seus momentos de tensão, luta (muito bem coreografadas) e sangue. Esse equilíbrio deixa a série gostosa de assistir.

    Outro ponto muito legal é o elenco! A produção da série contou com um elenco 100% asiático e achei isso muito legal. Para uma produção americana, fazer uma série sem estereotipar a comunidade asiática é um ponto muito positivo. Claro que conta muito a proposta que a série traz, mas essa preocupação com o elenco e até com os coadjuvantes serem asiáticos é um grande diferencial.

    Um destaque importante é a atuação de Michelle Yeoh. Eu particularmente sou muito fã da atriz e, claro, ela está nos holofotes do mundo depois de ganhar o Oscar. E o melhor: ela foi a primeira mulher asiática a ganhar o Oscar de melhor atriz. Atuação como sempre impecável, o seu papel é muito importante e conduz bem a história, então não tem como não falar dela.

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    Michelle Yeoh

    Em todo filme ou série de luta, eu presto muito atenção em como ele foi coreografado e não tenha dúvidas de como a revolução de filmes de kung fu nos anos 80/90 serviu como referência pra essa série. E claro assistir a série deu muita nostalgia para filmes dos anos 80 de máfias chinesas, por isso me agradou muito.

    Ainda falando em luta, tenho que destacar a participação de dois atores/dublês que eu gosto muito que são o Andy Le e o seu irmão Brian Le. Eles tiveram uma participação muito grande no filme vencedor do Oscar, Tudo em todo lugar ao mesmo tempo (2022), também estrelado pela Michelle Yeoh. Os dois atores são muito bons de luta, porém é uma pena que a participação deles seja muito curta na série.

    Agora, fazendo um pequeno comparativo, hoje em dia é difícil ter uma série de luta com um elenco asiático tão bom. Uma série que tem a mesma qualidade, seja de coreografia de ação ou elenco, que Irmãos Sun é a série Warrior. Porém, apesar de cada uma ter seu contexto e linguagens diferentes, ainda acho que a série Irmãos Sun é mais gostosa de assistir, a história te envolve mais e é muito mais dinâmica.

    Irmãos Sun foi um grande acerto da Netflix, os personagens são cativantes, a história é envolvente com muitos plot twists e, claro, com muita ação. A série também deixou algumas pontas no final e, se tiver uma segunda temporada, com certeza será bem-vinda.

    Para quem tiver interesse a primeira temporada, ela já está disponível no streaming.

  • Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo

    Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo

    Pensei muito se colocaria esse filme aqui como um review, por um lado sim vale a pena pelas lutas por outro eu já entro em um campo de falar do filme em sua profundidade, que é o que faz o filme ser tão bom e grandioso. Mas como eu sempre venho aqui jogar um pouco de reflexões aos meus leitores, resolvi publicar esse artigo afim de abrir a mente para esse filme que não é um blockbuster, e segue um pouco mais essa linha independente, e claro não deixar de falar sobre as lutas.

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    Fonte: Columbus Monthly – https://tinyurl.com/msjxayxp

    Esse filme é um pouco complexo e qualquer informação adicional eu fico com receio de dar spoilers do filme. No geral é uma história que tem como personagem principal a Evelyn Wang (Michelle Yeoh), uma chinesa, que deixou seus pais para trás e foi viver nos EUA junto com seu marido, Waymond (Ke Huy Quan). Nos EUA, eles abrem uma lavanderia e tem uma filha a Joy (Stephanie Hsu). Além disso, o filme também conta com a grande atuação de Jamie Lee Curtis de Halloween (1978) e True Lies (1994).

    Mas você deve estar se perguntando “por que um enredo tão simples faz o filme ser tão grandioso?”, e é aí que o filme começa. A grande sacada do filme é que eles abordam o conceito do multiverso, mas não é aquele multiverso que vemos nos filmes da Marvel, por exemplo, mas o filme usa desse recurso para trazer novos caminhos para a narrativa e criar um lugar que tudo é possível e pode acontecer. Isso causa um certo estranhamento no começo, mas depois você entende que tudo isso tem um significado mais profundo e dá mais densidade a narrativa. É um filme que traz uma montanha russa de emoções, um filme que você ri e se emociona o tempo inteiro.

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    Fonte: BuzzFeed.News – https://tinyurl.com/2chyrxx2

    Acredito que eu consegui explicar o filme sem dar muitos spoilers. E onde entra a luta nisso tudo?

    Bom nessa loucura de multiversos, claro que não podia deixar de lado o kung fu tendo a Michelle Yeoh como protagonista, sem contar que o ator que interpreta seu marido na trama, Ke Huy Quan, é coordenador de dublê, seria um grande desperdício não usar dois grandes talentos.

    As cenas de luta lembram demais os filmes do Jackie Chan, muito bem sincronizadas e também utilizam objetos de cena no meio da luta, tem umas cenas que até tem referência a Matrix (1999). Mas não podemos deixar de mencionar os grandes coreógrafos do filme: Andy Le e Brian Le, que além de terem coreografado as cenas de ação, protagonizaram as principais lutas com a Michelle Yeoh.

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    Brian Le, Michelle Yeoh e Andy Le
    Fonte: Entertainment – https://tinyurl.com/3r89b4sr

    Andy e Brian são dublês e tem um projeto chamado Martial Club, onde eles gravam muitas cenas de lutas, às vezes com muito bom humor, coreografadas por eles mesmos inspirados em clássicos dos filmes de kung fu. Para quem não sabe Andy esteve recentemente no filme Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis interpretando o Agente da Morte (Death Dealer).

    Depois de ter colocado várias informações do filme vamos para as minhas considerações finais: Eu particularmente adorei o filme e recomendo muito. Inicialmente eu fui assistir o filme por conta da Michelle Yeoh, do Andy e do Brian Le, até porque eu já acompanho o trabalho deles há algum tempo, mas o filme me surpreendeu pela sua densidade e até em aspectos cinematográficos (isso é papo para outro lugar hahahaha) que a luta acaba sendo usada como um grande pano de fundo para o que a narrativa propõe.

    Eu assisti esse filme no cinema e na época já tinha poucas sessões, ainda mais que ele não veio pra ser um grande blockbuster, mas em breve acredito que ele vai estar em algum streaming. De qualquer forma fica o trailer para vocês sentirem um pouco o filme.