Autor: Luiz Carlos

  • Entrevista com Michele Santos

    Entrevista com Michele Santos

    Wushu Moderno é um esporte de alto rendimento (baseado nas arte marciais chinesas tradicionais, o kungfu). Modalidade que já esta incluída nos Jogos Olímpicos da Juventude em 2022(Summer Youth Olympics), sendo temas de diversos filmes e documentários. Um dos praticantes mais conhecidos é o ator  Jet Li (Pentacampeão Chines de Wushu). 

    O blog convidou Michele Santos, atleta da Seleção Brasileira de Wushu Moderno – Taolu Esportivo para contar um pouco da sua vivência na China e sua trajetória no Wushu.

    Sabemos que o grande sonho de um atleta de Wushu Kung Fu, é um dia conhecer e treinar na China, o grande berço das artes marciais. Para a atleta Michele, este sonho foi muito além do esperado. Michele conseguiu uma bolsa de estudos na Beijing Sports University (北京体育大学), e com isto, pode fazer um mestrado em artes marciais chinesas, o Wushu.

    Acompanhe abaixo o relato da atleta e sua Vivência na China:

    Meu nome chinês é xiāo méi 萧梅。Em 2017 um dos meus ex- companheiros de Seleção Brasileira, Roque neto, que tenho com muito carinho, nos compartilhou e ajudou com a oportunidade de realizar este sonho de ir estudar na China . 

    Aprender um idioma tão difícil como o mandarim do zero, além da mudança de cultura, não é uma tarefa fácil, mas devido a nossa garra de brasileiro, não seria impossível . Incialmente me dediquei um ano para estudar e passar em provas do idioma chinês e posteriormente ingressar no mestrado de Wushu.

    E confesso que ao mesmo tempo foi estressante e desafiador. Mais com o passar do tempo a língua chinesa e o convívio transforma essa situação em algo bom e divertido, onde a cada dia é um evolução . 
    Viver na China tem muitas facilidades e situações bem confortáveis. Você pode comprar coisas e pagar de forma muito simples e rápida, com o uso da tecnologia.  Apesar de muita gente ter o conceito que chinês come comida esquisita, encontramos uma variedade de frutas, legumes, ovos, entre outras coisas com muita fartura.

    O único problema é que carne vermelha na China custa muito caro, então raramente consumimos. Hoje na China já existem várias influências de outros países, você encontra com facilidade mercados internacionais e bares. 

    Em questão de segurança, você pode transitar com tranquilidade e sem preocupações, pois roubo e assalto é rado e com isto, temos uma sensação maior de conforto e segurança. Novas amizades com pessoas do mundo inteiro, ajudam praticar e conhecer vários idiomas. 

    Mesmo sendo estudante de Wushu e representar a universidade em competições para estrangeiros, não é algo tão simples treinar nos ginásios da escola, o wushuguan (武术馆). Infelizmente a escola tem uma política muito severa de não aceitar alunos dentro desses ambientes se não for para aulas da universidade. Muitas vezes os estudantes estrangeiros e chineses, não temos aonde práticar dentro da própria escola. Ou seja, se você pensa que viver na China, esta associado com treinar Wushu facilmente, naquele tão sonhado “carpete azul”, não é bem assim!

    Mais com passar do tempo fazemos amizades com professores da escola, e vamos nos acostumando a conhecer a filosofia, métodos, e costumes e lugares. No meu caso , foi isto que aconteceu . Meu professor Duan Laoshi (段永斌), nos recebeu em uma escola fora da universidade e começou a treinar a mim e companheiros de time da seleção brasileira ( Márcio Coutinho, Gabriel Nakamura, entre outros ).

    Sou muito grata ao professor Duan (段), pois eu e meus companheiros começamos a ter uma nova concepção e entendimento de fazer Wushu . Porém, todas essas aulas são pagas no começo e com o passar do tempo os professores também nos ajudam e passam a entender sobre as dificuldades financeiras, pois treinar Wushu na china não custa barato. 

    Pela Beijing Sports já participei de várias competições e apresentações , sou muito grata a escola por oferecer esta oportunidade . E por fim, esta experiência na China tem sido algo inovador, e certamente ficará gravado na minha vida para sempre. Eu sou muita grata a Deus e as pessoas que participaram e participam desse momento na minha vida . E espero que outras pessoas possam ter cada vez mais conhecimentos e experiências como as minhas e possam realizar os seus sonhos.

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    Michele em Competição da Beijing University

    Trajetória no Wushu

    1– Por que vc começou a treinar Wushu-kung fu?

    Michele Santos : Desde da minha infância eu demonstrava interesse e aptidão por práticas esportivas. Durante minha fase escolar prátiquei vários desportos. Porém, sempre fui encantada com esportes de apresentações e alta plasticidade tais como : balé, ginástica artística , ginástica rítmica entre outros . Aos meus 15 anos de idade eu conheci o Wushu, e foi então amor à primeira vista .O motivo de eu ter escolhido e começado a treinar Wushu, foi porque dentro dele eu tinha tudo que mais me encantava e apreciava dentro de uma modalidade esportiva. E com o passar dos anos eu entendia que Wushu para mim não representava “só  esporte”… e  sim estilo e filosofia de vida , e por fim um chamado e missão destinado a mim. 

    2- Quando entrou para a Seleção Brasileira?

    MS: Eu me tornei membro da seleção brasileira de Wushu taolu no ano de 2012.

    3- Qual seu principais títulos? De todos qual o mais especial?

    MS: Eu conquistei títulos nacionais e internacionais. Sou campeã brasiliense , brasileira , 2 x campeã panamericana, 2x campeã sulamericana, 3º lugar no campeonato Internacional Brics Games e 2 participações em campeonatos mundiais. Para mim, todas minhas conquistas e derrotas tem um nível alto de importância, pois foi aonde aprendi e continuo aprendendo muitas coisas. 

    Porém, no panamericano de 2016 nos EUA, tem um significado especial para mim. Um ano atrás (2015) eu perdi meu pai. Ele era militar e faleceu voltando de missão. E naquele ano eu entrei com meu coração e mente destinado a honra tudo que ele representou e representa na minha vida de atleta e também como ser humano . Eu lembro que no pódio eu fiz um sinal de gratidão a ele . Então, este momento está registrado na minha mente com muito carinho e fidelidade ao um dos grandes semeador dos meus sonhos, meu pai .

    4- Qual a sensação de representar o seu pais em Mundial ? 

    MS:A sensação de representar um esporte de um país é um momento único, incrível e desafiador . Eu me sinto muito grata a Deus , por destinar a mim, e outros companheiros do time do Brasil esta missão. Porque através do nosso trabalho escrevemos a história do esporte no nosso país , e isso é único. Nada e ninguém pode tirar.

    5- Voce ja teve lesão? Qual o sentimento e como foi a recuperação?

    RF:Eu já tive mini lesões causadas pelo treinamento. Eu e meu treinador  (Márcio Coutinho), sempre tivemos o cuidado e discernimento do valor do preparo físico e dos métodos de  prevenção a lesão e recuperação pós treino. Mesmo sem apoio financeiro nós sempre procuramos nos orientar e tentar fazer o melhor, e isto tem me ajudado muito a me manter protegida de lesões sérias . 

    Porém, um dos piores momentos que as lesões se manifestaram foi durante meu primeiro mundial na Rússia. Meu tornozelo estava inchado e doendo muito, causado pelos nandus. Eu me sentia tão preocupada e amedrontada que contribuiu muito para desprogramar meu mental , e me levando a uma apresentação que não correspondia a quem eu queria e tinha preparado para ser naquela competição . A prevenção de lesões e algo muito importante e seria. Porém, um atleta mentalmente preparado, torna ele um  indivíduo mais qualificado e preparado para qualquer coisa, inclusive saber lidar com o medo e as dores da lesão

    6- Ja pensou em desistir do wushu?

    MS: Em algumas fases, eu já pensei em desistir da minha vida de atleta . Do wushu não, ele ja está enraizado. Em algumas momentos eu sentia que eu trabalhava, colocava tanto fisicamente e mentalmente meu esforço e muitas das vezes o felling de volta, que meu trabalho era de menos. E eu me sentia desvalorizada. E isso me fazia refletir fortemente em desistir da minha carreira de atleta . Contudo, meu elo com Deus e pessoas que trabalham comigo (técnico, alguns amigos e família ) me ajudaram a superar e trabalhar cada vez mais. Porém,  com outras perspectivas  é tentar tirar aprendizados. Ainda estou em aprendizado com isto .

    7- Na sua opinião, o que precisa para se tornar um bom atleta?

    RF:Eu acredito que ter sucesso em algo não existe uma fórmula ou receita. Ter sonhos é importante, eles nos mantém vivos , mais sonhar por sonhar pode te levar ao fracasso e desilusões . Meu conselho baseado nas minhas experiências é: construir metas e planos bem sólidos com você e com pessoas que acreditam no seu trabalho, e trabalhar fielmente nisso dia após dia . Isto com certeza te levará a bons frutos ou boas experiências.  

    8- Quais seus ídolos no wushu? 

    RF:Um dos meu grandes ídolos no Wushu, e meu técnico e companheiro de Seleção Brasileira, Márcio Coutinho . Apesar da pouca idade, meu técnico sempre foi alguém que eu poderia dar vários adjetivos incríveis. Eu sou muito grata , e espero um dia retribuir e ser como ele, para outras pessoas que vivem pelo Wushu como nós. Como atleta ele sempre me inspira a buscar o máximo de excelência tanto tecnicamente, fisicamente e como ser humano . 

    9- Qual conselho voce daria para quem esta iniciando no wushu?

    MS:Como eu citei anteriormente, um dos conselhos para as futuras gerações é: Viva o seu momento, viva os seus sonhos, mais sonhos baseados em metas e planos sólidos . E o mais importante, após traçar seus objetivos, e procurar meios de evolução/excelência constantemente (tecnicamente, fisicamente e mentalmente). Trabalhefielmente dia a pós dia. E então com certeza seus sonhos podem se tornar realidade.

    Gostaria de compartilhar uma frase bíblica que meu pai me ensinou e sempre uso ela para me fortalecer : ”combati o bom combate”. Então, as futuras gerações eu desejo que vocês trabalhem duro e façam o bom combate internamente, sua disputa é com si mesmo. Jiayou!!!

    10- Qual o seu sentimento pelo wushu?

    MS:Esta é uma pergunta um tão pouco extensa para mim… mais em resumo, o Wushu se tornou uma filosofia de vida para mim. Ao decorrer desses 13 anos, eu tenho aprendido e aplicado muitas coisas em prol do meu elo com o Wushu . Cada vez que estudo e prático o mesmo, entendo o quanto e profundo e difícil, mais isto não me desanima, e sim me torna cada vez mais inspirada para estudar e aprender.  Sou muito grata a Deus por ter me dado a oportunidade de conhecer e estar aprendendo algo tão incrível que é o Wushu .

  • Entrevista Exclusiva com a atriz Juju Chan

    Entrevista Exclusiva com a atriz Juju Chan

    Atriz, artista marcial, modelo, cantora e escritora, Juju Chan nasceu na cidade de Hong Kong, no dia 02 de Fevereiro de 1989. Ficou muito conhecida no papel da Silver Dart Shi, do Tigre e o Dragão 2: Espada do Destino (Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword of Destiny) e recentemente estrelando Wu Assassins no papel de Zan, ambas produções da Netflix.

    Actress, martial artist, model, singer and writer, Juju Chan was born in the city of Hong Kong, on February 2, 1987.O kungfu.doc traz com exclusividade uma entrevista com a atriz, que gentilmente respondeu nossas perguntas. Confira na integra:

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    JuJu Chan

    kungfu.doc: Quais artes marciais você praticou? Desde que idade?

    Juju Chan: Comecei aos 10 anos com o judô porque essa era a escola de artes marciais mais próxima da minha casa. Conforme eu fui crescendo, eu fui aprendendo também Shotokan, Kung Fu, Tae Kwon Do, Boxe e Boxe tailandês. Depois que consegui minha faixa preta de Tae Kwon Do, fui selecionada para a Equipe de Hong Kong e comecei a competir no Tae Kwon Do, e pouco tempo depois, fui observado por uma escola Mauy Thai para entrar no clube e lutar por eles nos Campeonatos de Muay Thai.

    kungfu.doc: Por que você começou a treinar?

    Juju Chan: Eu entrei em artes marciais por causa do meu amor por filmes de ação, desde que eu era criança. Meu pai adora filmes de ação. Ele colocava um filme de ação na TV em casa quase todas as noites e, quando eu era criança, adorava copiar o que via na TV. Mas é claro que pode ser bastante perigoso para uma criança apenas copiar movimentos de artes marciais sem nenhum treinamento. Lembro-me de uma vez que estava copiando uma acrobacia que Jackie Chan estava fazendo na Hora do Rush, e quebrei o vidro da mesa de café em casa. Depois disso, meus pais me colocaram para aprender artes marciais.

    kungfu.doc: Qual é a sua arma favorita nas artes marciais?

    Juju Chan: Nunchaku. Eu amo como ele fluirá de acordo com o seu movimento com força e ritmo. Eu realmente amo usá-los, e realmente sinto falta deles quando estou em lugares onde não posso trazê-los.

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    JuJu Chan Nunchaku

    kungfu.doc: Qual foi sua primeira atuação como atriz?

    Juju Chan: No teatro no ensino médio.

    kungfu.doc: Você teve outros empregos além de ser atriz?

    Juju Chan: Já trabalhei em publicidade e programação de computadores.

    kungfu.doc: Você sofreu alguma lesão durante o treinamento ou como atriz?


    Juju Chan: Sim, hematomas são muito comuns. Também torci o tornozelo várias vezes durante o treinamento. E meu olho direito também se machucou algumas vezes. Já cortei algumas vezes no meu olho direito. As pessoas podem não perceber isso, mas meu olho direito é um pouco menor que o meu esquerdo. Acho que é de todos os ferimentos e impactos que tive ao longo dos anos no mesmo olho.
    Sempre há o risco de fazer filmes de ação e ser dublê. É por isso que é importante estar seguro. A segurança é tão importante. Além disso, quando você está cansado ou seu oponente está cansado e vê que algo não está certo, é melhor parar de treinar do que continuar, porque se você continuar e continuar e não ajustar algo ou apenas fazer uma pausa, as lesões são mais prováveis acontecer.

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    JuJu Chan em Tigre e o Dragão 2: Espada do Destino
    (Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword of Destiny)

    Eu estava filmandoO Tigre e o Dragão 2: A espada do Destino“, quando na minha última cena, precisamos realizar uma luta de espadas. Na verdade, filmamos várias takes e a última foi muito boa. Só por segurança, o diretor decidiu fazer mais um take, e é claro que foi quando me machuquei. Talvez a outra artista estivesse cansada, não sei porquê, mas ela cortou a espada mais cedo do que antes de eu terminar meu movimento e a espada acertou bem no meu olho direito. Foi muito doloroso. Era uma espada realmente pesada que entrou direto nos meus olhos. Eu fiquei com um hematoma enorme e não consegui ver por 10 dias. Eu realmente pensei que ficaria cega, mas, felizmente, não. E, felizmente, a tomada anterior foi boa, então eles usaram a tomada anterior e eu fui mandada para o hospital. Então, dois dias depois, tivemos nossa festa de encerramento. Muitas pessoas pensaram que eu não apareceria por causa de minha lesão nos olhos. Mas fiz um tapa-olho de borboleta vermelha muito fofa para cobrir meu olho direito e entrei na festa.

    kungfu.doc: Na série do Netflix “WU ASSASSINS”, qual foi sua maior dificuldade, e facilidade durante as cenas. Você usou dublês para as lutas ou fez suas próprias cenas? Qual é a sensação de ter feito esta série?

    Juju Chan: Eu interpretei Zan no Wu Assassins da Netflix – uma artista marcial de elite e tenente em uma tríade, e um guarda-costas de um comandante de alto escalão.O papel foi originalmente escrito para um ator/homem. Na verdade, eu estava me preparando para fazer um outro papel, a personagem Ying Ying, se você já viu a série.
    O criador da série gostou do meu visual e queria as habilidades que eu podia trazer para a série. Então, ele criou um novo papel de guarda-costas feminino para o chefe da Tríade da Chinatown de São Francisco, Zan, na série para substituir o personagem masculino original de guarda-costas.

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    Atriz JuJu Chan ao lado dos atores Iko Uwais e Mark Dacascos em Wu Assassins


    Os dois primeiros episódios já foram escritos quando eu fui escalada, então sou apenas um personagem em destaque nesses episódios. Mas Zan explode no programa no terceiro episódio com uma cena épica de luta na cozinha, e ela cresce a partir daí. Minhas cenas favoritas são a luta na cozinha no episódio 3, Zan invadindo a delegacia no episódio 8 e Zan assumindo o comando no episódio 9.

    Eu faço todas as minhas próprias lutas e cenas de ação em filmes. Devo dizer que sou SEMPRE desafiada, e preciso provar para mim mesma, pelo departamento de Dublês. Eu tenho duas coisas contra mim. Primeiro, eu sou atriz e não dublê. Os coordenadores de Dublês geralmente não confiam em atores com ação. E dois, claro, eu sendo uma mulher. Você terá sorte em encontrar mais de duas dublês femininas em alguns dos maiores filmes de ação, e as coordenadoras de dublês são extremamente raras em qualquer lugar. No final, trata-se de ganhar o respeito das pessoas com quem trabalha. Com todos os trabalhos que eu estive, no final das filmagens acabei trabalhando muito de perto e bem com as equipes de dublês.

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    JuJu Chan no Set de Wu Assassins com Diretor Stephen e o Ator Byron Mann

    De qualquer forma, é muito fácil ser dispensado por algumas pessoas quando eu quero me encarregar de minha própria ação, mas se eu não me forço para isso, minha experiência foi que eles colocaram uma dublê (ou um pequeno dublê) para fazer as lutas da atriz. E imediatamente parece genérico. Se você olhar para Jackie Chan, Sammo Hung, Donnie Yen e, claro, Bruce Lee, todos eles se encarregaram de suas próprias lutas, e todos têm uma expressão de assinatura para elas. Eu vejo a necessidade de fazer isso por mim.
    Eu certamente espero que, ao fazer isso, outras equipes de dublês estejam mais abertas a ouvir outras mulheres quando tiverem opiniões de ação, seja para brigar, andar a cavalo, dirigir ou qualquer outra habilidade relacionado ao papel do filme.

    kungfu.doc: Quem são seus ídolos na arte marcial e no cinema?


    Juju Chan:Para mim, minhas principais influências foram Donnie Yen e Jackie Chan. Eu acho que é por isso que eu faço muitos tipos de artes marciais. Antes deles, os filmes de Hong Kong eram sempre sobre o “Kung Fu Chinês” ser melhor. Mas se você olhar para Donnie Yen, suas artes marciais são muito mistas. Jackie Chan era mais sobre acrobacias e comédia, que eu certamente gostaria de explorar por mim mesma. Eu amei o fato de Jackie estar fazendo filmes americanos também. Também fui especificamente influenciada pela carreira de Michelle Yeoh. Adoro o que ela fez ao trazer as mulheres para a vanguarda da ação, não tanto no cinema chinês, que tem uma tradição de estrelas de ação femininas, mas pela maneira como ela fez isso em Hollywood. Antes dela, as “Bond girls” eram interesses amorosos ou uma inimiga. Eu amo que ela trouxe para a tela o que era na essência uma Bond feminina da China. E ela conseguiu continuar trabalhando no setor como uma mulher de ação! Espero conseguir fazer isso.

    kungfu.doc: Para seus fãs brasileiros, quais são seus novos projetos e trabalhos?


    Juju Chan: Tenho um filme “Hollow Point” que está agora na Fox Asia e no Netflix da Europa e do Reino Unido. E uma adaptação de quadrinhos de artes marciais, “Jiu Jitsu”, com Nicolas Cage, filmado em Cypress saindo neste verão (seria em julho aqui no Brasil).

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    Hollow Point
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    Filme Jiu Jitsu JuJu Chan e Nicolas Cage com atores e o diretor

    kungfu.doc: Que mensagem você gostaria de deixar ?


    Juju Chan: Sempre siga seu coração e sua paixão! Como artista, você nunca desiste quando enfrenta dificuldades ou desafios. Seja positivo e rodeie-se de pessoas inspiradoras. Você vive apenas uma vez, por isso, se ser um artista é sua paixão, ninguém o impede!

    Espero continuar melhorando minhas habilidades em artes marciais e adoraria interpretar um personagem legal de super-herói em filmes que possam mostrar minhas habilidades reais.

    O kungfu.doc gostaria de agradecer a atriz Juju Chan pela entrevista realizada via Instagram e Email. Estamos na torcida pelos seus próximos filmes e ainda queremos ver você em um papel como super heroína.

    Informações sobre a atriz e estrela de ação Juju Chan em suas redes sociais:

    Confira algumas fotos da Atriz JuJu Chan

  • Rotina da Atleta Edineia Camargo, durante isolamento social

    Rotina da Atleta Edineia Camargo, durante isolamento social

    A disseminação do novo coronavírus (Covid-19) alterou radicalmente a rotina de atletas de alto rendimento, principalmente com o fechamento temporário de academias, parques e demais locais destinados à realização de atividades físicas

    Durante o período de isolamento social, os atletas contemplados pelo programa Bolsa Atleta, concedido pelo Governo do Estado, por intermédio da Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte), mantêm os treinamentos em suas residências com a ajuda de utensílios domésticos e com acompanhamento técnico à distância. 

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    Para Edineia Camargo, atleta da seleção brasileira de Kung Fu Wushu (www.cbkw.org.br), o período de isolamento, serve para reflexão a respeito da importância do esporte em sua vida. “Me fez pensar em quanto amo o que faço e nas coisas realmente importantes, como família, amigos e pequenos gestos que, na correria do dia a dia, passavam despercebidos.

    Eu nunca imaginei que passaríamos por algo dessa forma, esse momento está sendo de muita mudança. Tive que adaptar toda minha rotina, como atleta e profissional. Os treinos que eram feitos em academia estão sendo realizados em casa, é claro que não tenho a mesma estrutura. As consultas de nutricionista e psicóloga estão sendo feitas online. Estou fazendo o melhor que eu posso na realidade que tenho. O calendário esportivo da minha modalidade do primeiro semestre foram canceladas todas as competições e estou aguardando notícias sobre o segundo semestre. Não é fácil pensar que talvez ficaremos longe das competições por algum tempo. Mas esse momento deve ser de resiliência, fé, esperança e otimismo por dias melhores no esporte e no mundo.

    Sanda Edineia Camargo

    “Consigo fazer em casa treino de flexibilidade, aeróbicos (pular corda, rounds), circuitos com exercícios funcionais voltados à luta, sequências de golpes específicos da minha modalidade, o Wushu Sanda com uso de manoplas e aparadores de chutes”, completa a multicampeã sul-mato-grossense na arte marcial chinesa (Wushu/Kungfu), que ainda realiza consultas online com nutricionista e psicóloga. 

    Fonte: Lucas Castro – Fundação de Desporto e Lazer de Mato Grosso do Sul (Fundesporte)http://www.fundesporte.ms.gov.br/ e Atleta Edineia Camargo.

    O Kungfudoc deseja sucesso para a atleta Edineia Camargo, nesta fase de isolamento social e estamos na torcida por dias melhores para a atleta, assim como para todos no mundo.

  • Taichi Ball Qigong

    Taichi Ball Qigong

    O Tai Chi (Tai Chi) bola Qigong era um conhecimento comum tanto nas artes marciais chinesas quanto nas sociedades leigas. No entanto, sua popularidade foi limitada devido ao sigilo das técnicas de treinamento e quase desapareceu completamente nas últimas décadas.

    Cada estilo de arte marcial mantinha em segredo suas próprias técnicas de treinamento de bola e as passava apenas para estudantes de confiança. Na sociedade marcial, o treinamento especial de taigong de bola era considerado crucial para levar os artistas marciais a um nível muito mais alto, tanto na condição física quanto na manifestação de energia (qi) na batalha. Esse treinamento também ensina habilidades de adesão, neutralização e detecção da intenção de um oponente em combate corpo a corpo.

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    Taichi Qigong Ball

    Atualmente, a maioria das pessoas está familiarizada com o treinamento de das bolas medicinais, aquelas duas bolas do tamanho de pingue-pongue na palma da mão, que é reconhecida como uma das maneiras mais eficazes de melhorar a circulação do qi (energia), especialmente para os pulmões. e coração. Além disso, através deste tipo de treinamento, a condição da artrite das mãos pode ser remediada de forma eficaz. Agora é hora de trazer de volta esse treinamento tradicional e incorporá-lo a todos os estilos marciais.

    As bolas de Taiji usadas nas artes marciais têm tamanhos diferentes e são feitas de uma variedade de materiais. O tamanho pode variar do tamanho de uma bola parecida com a de futebol, até aquelas bolas em formato de pingue-pongue. Existem desde bolas leves até bolas pesadas para o tipo de treinamento. Esse tipo de treinamento com bola é mais comumente praticado nas artes marciais externas chinesas, que enfatizam mais o condicionamento físico do que a circulação de energia (Chi).

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    Bola de Taichi/Qigong Yin Yang

    Inicialmente os treinos devem começar com as mãos vazias, depois uma bola de plástico leve, até chegar em uma bola pesada para treino e fortalecimento.

    O nome original do treinamento é bola de qigong Taichi “yin-yan”. Embora os métodos de treinamento sejam diferentes de um estilo para outro, a principal teoria do treinamento e os objetivos gerais são os mesmos. Os objetivos gerais de treinamento do treinamento de taigong de taiji ball são:

    • Fortalecer o tronco físico, especialmente a coluna vertebral e a região lombar.
    • Condicione os músculos, tendões e ligamentos necessários para o combate.
    • Gradualmente, desenvolva e circular a energia (chi).

    História Bola de Taichi/Qigong Yin Yang

    Ninguém sabe quando e como se originou. No entanto, logicamente, pode-se supor que quando os artistas marciais perceberam que as bolas (movimentos em círculos) era a chave crucial para neutralizar o poder rígido, eles começaram a procurar maneiras de treinar. Eles procuraram um objeto para ajudá-los a desenvolver e alcançar esse sentimento. Os objetos redondos foram adotados. Os estilos marciais internos, comparados às artes externas, provavelmente contribuíram mais para o desenvolvimento do treinamento com bola taiji, devido à ênfase significativa dos próprios movimentos circulares do Taichi.

    “A prática da bola também oferece treinamento de força e alívio do estresse. Como o qigong Taichi da bola é uma combinação da prática de qigong interno (nei dan) e externo (wai dan), os benefícios para a saúde do qigong Taichi da bola podem ser divididos em duas partes, o lado interno e externo.

    Benefícios Internos

    1. Treine a mente para um nível mais alto de concentração e foco.
    2. Melhorar o metabolismo do corpo e construir um nível abundante de qi.
    3. Aprender a usar a mente para conduzir o qi para sua circulação a um nível mais suave.
    4. Melhorar a circulação geral, para que a sensação de sensibilidade possa ser significativamente aumentada.
    5. Aumentar o espírito de vitalidade.

    Benefícios Externos

    1. Fortalecer o corpo físico (ossos, ligamentos, tendões e músculos.)
    2. Estabelecer uma raiz firme, equilíbrio e capacidade de centralização e fortalecer as três principais articulações das pernas.
    3. Afrouxando e exercitando as articulações.
    4. Melhorar a circulação do qi nos órgãos internos.
    5. Melhorar a coordenação da mente, sentimento e corpo.



  • Entrevista com Rafael Viana

    Entrevista com Rafael Viana

    Wushu Moderno é um esporte de alto rendimento (baseado nas arte marciais chinesas tradicionais, o kungfu). Modalidade que luta para virar esporte olímpico, sendo temas de diversos filmes e documentários. Um dos praticantes mais conhecidos é o ator  Jet Li (Pentacampeão Chines de Wushu). 

    O blog convidou Rafael Viana, atleta da Seleção Brasileira para contar um pouco de sua trajetória no wushu.

    Kungfudoc.Rafael Viana Entrevista

    1- Por que vc começou a treinar Wushu-kung fu?

    Rafael Viana: Comecei a treinar Wushu com 12 anos. Um dos motivos é que eu estava acima do peso para minha idade, então havia uma pressão de meus pais para se procurar um esporte. Mas a principal inspiração mesmo para procurar o Wushu e não outro esporte estava em animações de lutas japoneas, como Naruto por exemplo. Queria muito fazer algo parecido (risos)

    2- Quando entrou para a Seleção Brasileira?

    RF: Meu primeiro treino na seleção Brasileira foi em 2009. Porém fui convocado para o primeiro campeonato internacional apenas em 2012 para o Panamericano no México na categoria de Nanquan Juvenil, como reserva. 

    3- Qual seu principais títulos? De todos qual o mais especial?

    RF: Meus principais títulos foram, com certeza, o Sulamericano no Uruguai de 2017 em Nandao e o Panamericano em 2018 em todas categorias que compito. Cada um desses campeonatos foram marcos importantes de minha evolução no Wushu, seja na execução de um nandu ou na performance geral do Taolu. Sabe quando você sente que subiu um degrau muito importante em sua evolução? Foi esse o sentimento que me veio após esses dois campeonatos. 
    Contudo, queria citar também o Universiade, no ano de 2017. Foi minha primeira competição com atletas de altíssimo nível, atletas inclusive com títulos mundiais. Esse campeonato me proporcionou uma experiência única. Ver nandus nível C, performances que chegam perto de 2.70 abrem a mente de uma forma absurda e te faz querer melhorar ainda mais. Então, esse campeonato também, apesar de não ter conquistado um título, foi um dos mais especiais em minha carreira.

    4- Qual a sensação de representar o seu pais em seu primeiro Mundial ? 

    RF:Bom, a sensação não é só de grande responsabilidade, mas de orgulho de representar seu país internacionalmente.
    A força e destaque dos países americanos vem crescendo aos poucos frente às grandes potências no esporte, e eu espero fazer minha parte com um resultado positivo. Estou trabalhando duro para isso!

    5- Voce ja teve lesão? Qual o sentimento e como foi a recuperação?

    RF:Já sim, várias. Se tem algo que te deixa angustiado, frustrado, ansioso e triste no esporte é lesão. Principalmente porque geralmente elas aparecem no momento em que você menos desejaria que ela aparecesse. Mas não tem jeito, a paciência e a calma tem quer ser achada de alguma forma, principalmente porque a maioria das lesões tendem a ser por sobrecarga de treino. Busque ajuda médica e a reabilitação necessária. Não ignore o problema. O descanso e reabilitação do membro injuriado é necessário. Porém, nunca parei de treinar mesmo lesionado. Sempre aproveitei esses momentos para treinar outras partes que eu não focava tanto, sem forçar a lesão, claro. Focava em treinar principalmente yan shen (olhar determinado), algo extremamente necessário para performance em um taolu.

    6- Ja pensou em desistir do wushu?

    RF:Pensar em desistir nunca. Sempre fui muito pragmático e fiel sobre as decisões em minha vida. Cheguei a questionar se era o que eu realmente queria, quando eu entrei em um cursinho para prestar vestibular. Foi uma autoreflexão de 20 minutos, em que decidi continuar, mesmo com uma grande grande carga horária dali para frente. Desde então, nunca mais me veio esse questionamento em minha cabeça, até agora (risos).

    7- Na sua opinião, o que precisa para se tornar um bom atleta?

    RF:Bom, isso não é algo tão simples para se dizer. Cada atleta possui seu estilo, seus trejeitos, sua forma de encarar aquilo que aparece em sua frente. Não existe uma fórmula pronta.
    Pessoalmente, acho que o que torna alguém bom no que faz é com certeza determinação, o foco, paciência e resiliência. Muita resiliência. Saber lidar com todas adversidades e sempre se adaptar a elas, da melhor forma possível, para sempre continuar evoluindo. Acho que isso te levará a algum lugar que te deixe feliz.

    Outro ponto muito importante que torna alguém um bom atleta é sua conduta frente ao mundo. Não digo de forma cartesiana, de cumprir regras. Mas no sentindo de sempre respeitar o próximo, independente de cor, raça, gênero, condição social ou nacionalidade. O Wu De, o código de ética no Wushu, é algo impressindível. Sempre a favor do respeito, harmonia e do amor. Nunca acima de alguém. Sem isso, por mais que você tenha tudo aquilo que eu citei anteriormente, você nunca será um bom atleta.

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    Rafael e Mestre Thomaz Chan

    8- Quais seus ídolos no wushu? 

    RF:Bom, o ídolo a ser falado aqui, com certeza, é meu mestre, Thomaz Chan. Além de referência na questão técnica, ele sempre foi uma referência naquilo que comentei antes, o Wu De. Muito do que sou agora foi fruto de seus conhecimentos e experiências que absorvi dele. 
    Até hoje me recordo do ano de 2010, ainda bem jovem com 16 anos. Não havia sido convocado para a seleção brasileira aquele ano e por isso estava decepcionado comigo mesmo. Foi apenas uma frase: “Tenha paciência, treine forte que os frutos serão colhidos”. Até hoje, a cada conquista que tenho, essa frase me volta à cabeça (risos).
    Com certeza, ele é a principal referência que eu tenho no esporte. 

    9- Qual conselho voce daria para quem esta iniciando no wushu?

    RF:Iniciar Wushu, observando meus poucos alunos que já tive, é algo sempre muito ambíguo. Há uma ansiedade e felicidade em sempre aprender coisas novas e legais acompanhada de um pouco de tristeza e angústia quando há a comparação com atletas de alto nível, principalmente para aqueles que entram com vontade de competir. Portanto, o primeiro conselho que dou para quem inicia o wushu é sempre deixar muito claro quais são seus objetivos no esporte. Só isso já pode previnir muitas frustrações (risos). O segundo conselho é paciência. O wushu é um dos esportes mais complexos que eu conheço. Há uma infinidade de capacidades que o atleta deve ter para se obter um alto rendimento. O terceiro e último conselho, para aqueles que desejam entrar no ambiente competitivo, é que tenham resiliência e perseverança. As dificuldades serão inúmeras, afinal nem mesmo os atletas de ponta no país encontram todos os recursos mínimos para a prática. Além disso, é impossível viver apenas do esporte. Contudo, o Brasil está cada vez mais capacitado tecnicamente no ensino. Muito já mudou nos últimos dez anos para melhor, e se é algo você deseja, você tem o necessário para ser competitivo lá fora. Então sempre busque as melhores fontes para se aperfeiçoar, mesmo à distancia, e não desista daquilo que você ama.

    10- Qual o seu sentimento pelo wushu?

    RF:Meu sentimento pelo wushu são todos os possíveis. Encaro treinar wushu como uma criança gamer encara um video game. É onde encontro lazer, amigos, desafios e conquistas. Acho que poucas coisas conseguem te dar tantos sentimentos como o wushu.
    Eu realmente amo este esporte.

    Kungfudoc.Rafael Viana Entrevista1

    Frase favorita

    RF:“Cresceremos do concreto.” Para variar esta é uma frase de uma animação japonesa de esporte. O time mais fraco, do protagonista, é taxado pelo atacante do principal time da liga como um concreto, onde sementes jamais se tornariam frutos. O protagonista, então, o respondeu com essa frase.
    Acho que essa frase se aproxima muito da minha historia de vida. Por escolher um curso com alta carga horária muitos diziam que eu não poderia me tornar um bom atleta. Em outras palavras, a medicina, curso que eu escolhi, seria o concreto, e o wushu a semente que jamais cresceria.
    Pois bem, estou crescendo do concreto!

  • Estilo do Ba gua

    Estilo do Ba gua

    As origens do Ba Gua perdem-se no tempo. A referência mais antiga menciona Tung Hai Chuan de Wean Hsien, na província de Hopeh, que durante a dinastia Ching aprendeu essa arte de um taoísta nas montanhas da província de Kiangsu.

    Bagua Estilo
    Postura Classica do Bagua

    A partir desse registro existe comprovação genealógica técnica que vem até nossos dias. Essa passagem parece ser do século XVIII, porém há a possibilidade de que o presumido fundador tenha feito a classificação de uma arte já bem mais antiga, antes da sua popularização.

    O mais fascinante é a história (o povo Chinês costuma ilustrar a criação dos estilos de forma romântica ou esotérica) que circula sobre o emparelhamento entre o Bagua e o Shien Yi Tchuan, Kuo-Yang-Sem, sacerdote e praticante do Shien Yi Tchuan, desafou um dia Tung, se dizendo fundador do Pakua. O combate feroz durou dois dias, após o que ninguém tinha podido tomar a vantagem. Eles então tornaram-se ótimos amigos.

    Sem dúvida não é uma maneira muito bonita de se explicar como as duas artes fundiram-se, mas o que é mais estranho é que uma tal história pudesse circular nos dois estilos. No Bagua a maioria das técnicas são executadas com a palma da mão, com um movimento suave e fascinante do pulso, os movimentos são circulares sem tocar, em um raio muito curto.

    A prática de andar em círculos é uma das características fundamentais do treinamento de base e de movimentação do bagua.

    Bagua kungfu

    Os praticantes desta arte andam como que ao redor de um círculo, mantêm sua base baixa, o olhar dirigido para o centro do círculo. Periodicamente mudam a direção do movimento enquanto executam as formas características de cada “palma”.

    Os deslocamentos em torno do círculo se configuram em uma estratégia de combate que procura evitar um confronto direto de força bruta com o adversário ao escapar pelos lados ou pelas suas costas.

    Os aspectos internos do treinamento de baguazhang são parecidos com os do hsing-i chuan e do tai chi chuan, artes marciais chinesas com a mesma fundamentação nos princípios do taoísmo.

    Os diversos estilos de baguazhang têm em comum uma série de princípios básicos resumidos em um texto anônimo conhecido como Shi yao ba fa (十要八法), “As 10 Orientações” e “Os oito princípios”, expostos a seguir.

    Este estilo considerado interno (NEI CHIA), baseia-se na interpretação dos trigramas do famoso livro das mutações (I CHING) e compreende basicamente oito ângulos de defesa que são treinados progressivamente e em forma circular. Contrariamente ao Shien Yi Tchuan, que desenvolve a “força vertical”, o Ba gua coloca o acento sobre a “força horizontal”.

    O Shien Yi Tchuan é designado por alguns mestres como o “boxe da mente e do corpo”, pois quando nos propomos a exercitar uma parte de nosso corpo a intenção é que comanda a ação. O pensamento surge antes da atitude. Se adestrarmos nossa mente os movimentos tornar-se-ão fluidos e conscientes.

    O Bagua trabalha bastante a respiração (Chi Kung) que é controlada involuntariamente ou automaticamente pelo cérebro. Se durante os exercícios usarmos a nossa vontade para controlar a respiração (Chi Kung) estaremos transferindo o ato de respirar da área inconsciente para a consciente.

    Com o tempo teremos o hábito de exercer nossa vontade sobre essa função biológica essencial ao metabolismo do corpo humano. Teremos então mais saúde e controle emocional, pois em situações adversas o simples controle da respiração (Chi Kung) já proporciona redução dos riscos de colapso físico e desequilíbrio da mente. O principal nessa prática interior é direcionar a respiração (Chi Kung), controlando-a pela vontade.

    A meditação é a base da ação, até que a mente e a respiração (Chi Kung) se equilibrem em coordenação para alcançar a capacidade do espírito de controlar a energia e utilizá-la para fortalecer o corpo. O resultado obtido com essa prática é a calma, o controle dos movimentos, a força, a flexibilidade. Para deter a força bruta do adversário a calma e a maleabilidade devem ser empregadas.

    A filosofia contida nestas palavras podem ser bem ilustradas pela imagem do barbante amarrando a barra de ferro, da gota de água que fura a pedra, ou do bambu que se verga ante o vendaval para retornar a sua postura natural quando cessada a força que o impulsionou. No Brasil existem diversos representantes do estilo.

  • Estilo da Serpente Divina

    Estilo da Serpente Divina

    Após a morte do Monge Hsu estas técnicas foram aprimoradas e em homenagem ao Monge, o estilo foi batizado de Shen She Chuen, que significa “Punho da Serpente Divina”, uma vez que o Ideograma “Shen” para os chineses significa Deus.

    Consiste em defesa e trabalha movimentos ofensivos com apunhalar e movimentos de espada cortantes. Há foco na velocidade dos giros e movimentos de corpo contínuos.

    estilo serpente
    Postura classica do estilo Serpente

    O estilo Shen She Chuen é executado com as mãos esculpindo a cabeça de uma serpente em uma mistura de “duro” e “suave”. Contando com movimentos lentos e suaves, o adversário pode surpreender-se com sua flexibilidade, velocidade e força, desde que bem concentrado chi (Energia Interior).Seu objetivo nos ataques é a busca dos pontos vitais como olhos, garganta, plexos, vão entre as côxas e abdômem.

    Jackie Chan Serpente

    O estilo chegou ao Brasil em 1980 sob supervisão do Mestre Hu Chao Tien, discipulo e filho do Mestre Hu Shi Wen. Hoje o estilo tem a supervisão do Mestre Dani Hu (Hu Chao Hsil), filho do Mestre Hu Chao Tien. “O Punho da Serpente” possui seis fases afim de desenvolver os cinco conceitos do estilo, que são:

    – Velocidade: atacar com batidas rápidas e inesperadas, usando passos rápidos, ágeis e leves;

    – Envolvimento: a curta distância, envolver os membros do oponente confundindo suas posturas e usando-as a seu favor. Quando a longa distância, aguardar a abertura de uma postura adequadamente contida;

    – Surpresa: atacar em diferentes ângulos continuamente;

    – Saltos: para trás ou para os lados, evitando ataques desnecessários e não comprometendo os membros principais para locomoção e equilíbrio;

    – Fuga: quebrando o contato e escapando quando o golpe não obtiver a penetração adequada

  • Demolidor – 3ª temporada – Simplesmente sensacional

    Demolidor – 3ª temporada – Simplesmente sensacional

    Demolidor kungfudoc
    Demolidor e Wilson Fisk

    A 1ª Temporada foi incrível com diversas cenas e principalmente pelo roteiro e coreografia de lutas, a 2ª Temporada foi boa, pois deu sequencia, mas pode ter se perdido um pouco na história, porém, a 3ª Temporada foi simplesmente sensacional.

    Podemos dizer que Matt Murdock/Demolidor volta as origens, e até abandona o seu traje vermelho já conhecido, que ao longo da trama de 13 episódios, fará com que os espectadores entendam esta mudança.

    Devagar e com um certo tom de suspense a temporada vai se construindo, e vemos o Matt Murdock, pouco a pouco, passar de um homem confuso e destruído e para tornar realmente o Demolidor, o Homen sem Medo e dominar a si mesmo.

    Demolidor kungfu
    Demolidor 3ª Temporada.

    Mas é claro que todo grande herói, precisa de um vilão é esta temporada o Wilson Fisk é mais uma vez realizado com maestria pelo por Vicent D’Onofrio, que consegue manipular a tudo e todos, e até mesmo o próprio governo e FBI, deixando todos loucos de raiva, e por quase o demolidor….perai! Melhor assistir a 3ª Temporada.

    Outro vilão que pouco a pouco vai surgindo e deixará um suspense no ar, será, o Mercenário. Um cara sem poder, porém extremamente habilidoso, principalmente no manejo de objetos e desta vez esta sendo vivido na série por Benjamin “Dex” Poindexter (Wilson Bethel).

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    Cena de luta na Prisão

    O que dizer então da Coreografia de Luta, que ao meu modo de pensar, inicia, com uma lindo plano sequencia e com a já consagrada “luta no corredor” que marca cada temporada da série.

    Mas desta vez, o publico pode sentir a dor e o impacto de cada golpe, parecendo até ser real, pois vimos o demolidor, wilson fisk, Dex e outros com a sensação de sofrimento a cada grande luta e sequência.

    Em recente entrevista o diretor da série até comentou que as maiores sequencias de luta, como a da prisão, foram ensaiadas em 12 horas, porém gravada de modo a não repetir mais que 5 vezes a pedido do coordenador de dublês, pois devido a sequencia ser longa, os dublês vão se esgotando e compromete e coloca em risco a integridade física deles.

    Por fim, o que faltou nas outras séries da Marvel, foi sem duvidas nenhuma suprida nesta 3ª Temporada do Demolidor.

  • Estilo da Garça Branca

    Estilo da Garça Branca

    O sistema Pai Ho de Kung Fu(Garça Branca) foi originado na Dinastia Ming (1368-1644), por um lama Tibetano, Adato (Orddoto, Atatuojun, Ah Dat Ta, etc.), nascido em 1.426 antes de Cristo no começo do reino Hsun Chung na dinastia Ming. Adato estava meditando pacificamente no outro lado da montanha do Tibete, e durante sua meditação ele, avistou uma elegante Garça Branca, aquecendo-se ao sol quando, subitamente, um macaco selvagem apareceu da floresta próxima e atacou a Garça agarrando-a pelas asas.

    Estilo Garca Branca

    O pássaro estava assustado, mas este fugiu do ataque do macaco e vingou-se usando seu longo bico para bica-lo.Seguiu-se uma batalha violenta. O macaco que era normalmente considerado ativo e ágil não era par para a Garça. Adato observou a luta muito atentamente.

    Ele estava fascinado pela esperteza exibida pelos dois animais. A luta terminou completamente por um tempo e o macaco estava começando a demonstrar sinais de cansaço quando subitamente, como um raio, o bico da Garça golpeia um dos olhos do macaco que proferiu um grito agudo de dor enquanto o sangue fluía do olho danificado.

    O macaco começou a saltar e fugiu para o abrigo na floresta de onde havia saído.

    No início da luta, Adato apenas observou mas não pensou muito sobre ela. Porém, quando ele observou mais atentamente, começou a notar que os dois animais usavam métodos diferentes de luta e que suas técnicas eram sistemáticas e meticulosas. Os movimentos da Garça Branca eram particularmente evasivos, anulando cada movimento de ataque do macaco, não importando a velocidade em que eram desferidos.

    Depois de observar os movimentos de luta dos dois animais, Adato formou um sistema de técnicas de punhos e pernas em sua mente. Como resultado de muita experimentação e prática, o Kung Fu Garça Branca começou a se formar.

    Shaolin Crane

    Após terminada a pesquisa e analise, foram criadas 8 (oito) técnicas fundamentais dos movimentos naturais da Garça Branca e adotado alguns jogos dos pés do macaco. Adato incorporou as técnicas novas ao arsenal marcial que ele havia aprendido no templo e a isto deu o nome de “O rugir do leão”, mais tarde o estilo foi renomeado para Kung Fu Pai Ho ou Pak Hok no dialeto cantonês.

    O Kung Fu da Garça Branca é conhecido como a arte Imperial durante a dinastia Ching (1644-1912), porque os guardas reais treinaram o Kung Fu Garça Branca para proteger a família real. Também é considerado como um dos mais elegantes e bonitos estilos do Kung Fu Chinês.

    Com o passar dos séculos, o Kung Fu Garça Branca teve muitos mestres famosos que o desenvolveram em vários sistemas diferentes: Lama Pai, Hop Gar, o Rugido de Leão, Pak Hok, Si Jih Hao, Garça Branca e Lama Kung Fu.

    Nos anos entre 1.850 e 1.865 durante a dinastia Ching, o grande Monge Hsing Lung Lo Jung, um dos primeiros discípulos de Adato, viajou para o sul da China com seus quatro discípulos monges Ta Chi, Ta Wei, Ta Yuan e Ta Chueh. Eles começaram a propagar as técnicas de mãos da estrela cadente e estilo do norte de Kung Fu segundo seu atual título de estilo “Pai Ho”.

    O grande Hsing Lung e seus quatro discípulos estavam enclausurados no mosteiro Lótus, na montanha Ting Hu, do distrito de Chao Ching, Kwang Tung. Foi lá que o Monge Hsing Lung aceitou quatro alunos, os quais não eram monges, e passou para eles os segredos do Kung Fu Pai Ho. Esses quatro discípulos eram Wong Yan Lam, Chan Yun, Chou Heung Yuen e Chu Chi Yiu. Depois um outro, chamado Wong Lam Hoi, se juntou aos quatro. Wong Lam Hoi era irmão de sangue de Wong Yan Lam e era de Nan Hai distrito de Kwang Tung.

    Eles foram os cinco grão-mestres que ficaram responsáveis pela propagação do Kung Fu Pai Ho no Sul da China, logo após sua criação. Os seguidores acima mencionados como os cinco grão-mestres, haviam nomeado Ng Siu Chung como o principal expoente do estilo Pai Ho.

    Uma estatueta do Buda feita de ouro foi dada juntamente por Wong Yan Lam e Chu Chi Yiu à Ng Siu Chung. Esta estatueta foi herança do estilo Pai Ho e somente o grão-mestre do estilo estava incumbido da responsabilidade de guardá-la. Naquele tempo, Ng Siu Chung tornou-se o guardião ou timoneiro do estilo Pai Ho de Kung Fu. Os grão-mestres Chan Yun e Chou Heung Yuen morreram cedo. A tarefa de propagação da arte marcial Pai Ho estava principalmente sobre Wong Yan Lam e Chu Chi Yiu.

    Chan Hak Fu (Chen Ke Fu): Um dos mestres mais famosos de Kung Fu Garça Branca, apresentou ao mundo sua organização: a Federação Internacional de Kung Fu Pak Hok (White Crane) na Austrália em 1972. Ele abriu suas escolas em Hong Kong, Macau, Austrália e vários locais nos Estados Unidos, como Nova Iorque, Califórnia, San Francisco etc.

    O monge Ah Dat Ta, eventualmente, ensinou o estilo a outro monge do templo esse monge era o grande Sing Lung o qual, mais tarde, ampliou o sistema criando as técnicas de mãos da estrela cadente (Lau Sing Kuen). Muitas técnicas dentro da forma Fei Hok Sau (mãos de garça voadora) estavam extremamente avançadas para principiantes e assim a divisão “punhos da estrela cadente” foi criada para conter as formas mais básicas.

    Elas são: Luk Lek Kuen (Forma das seis forças), Chuit Yap Bo Kuen (Forma avançar e recuar o passo), Tit Lin Kuen (Forma da cadeia de ferro), Siu Ng Ying Kuen (Forma dos cinco pequenos animais), Tin Gong Kuen (Forma da ursa maior), Lo Han Kuen (Forma de Bodhisattva, Santo Budista), Siu Kam Kongo Kuen (Forma do pequeno diamante), Tai Kam Kongo Kuen, (Forma do maior diamante), Tai Ng Ying Kuen (Forma dos cinco grandes animais), Kun Na Sau Kuen (Forma de agarramento com as mãos), Tsui Ba Hsien Kuen (Forma dos oito imortais bêbedos), Tsui Lo Han Kuen (Forma de Bodhisattva bêbedo), Lo Han Chut Dong Kuen (Forma Bodhisattva encerra a caverna), Kuai Jih Kuen (Forma do Bandoleiro), Lo Han Yi Sap Sei Jang Kuen (Forma de vinte e quatro cotovelos de Bodhisattva) e Tsui Kam Kongo Kuen (Forma de diamante bêbedo).

    Os movimentos das formas acima são principalmente circulares e muito compactos. Porém, essas são, portanto, as principais formas do estilo. As técnicas mais avançadas são as formas:

    • Mui Fa Kuen (Forma da flor de ameixa), a execução dessa forma simboliza a flor de ameixa abrindo suas pétalas, mostrando sua beleza (conhecimento) e perfume (Chi), e incorpora a essência dos movimentos da garça combinados com o Kung Fu clássico.

    Fei Hok Sau (Mão de garça voadora), essa forma foi dedicada a todo o nível fundamental das técnicas de luta do sistema Pai Ho e estava composta de ambos os golpes de punhos e técnicas de mãos abertas.

    • Nei Lah Sau, essa forma foi dedicada às técnicas de luta avançadas e estava composta de agarramento e técnicas de torções. Com especialização em combate nos pontos vitais do oponente.

    Dou Lo Sau, essa forma é fundamental no Kung Fu Pai Ho e está inclusa na forma intitulada “Agulha envolvida no algodão”.

    Min Loi Jam Kuen (Forma agulha envolvida no algodão), essa forma é um pouco do Kung Fu estático que enfatiza a função da mente. A mente controla os movimentos do corpo e membros. De modo que a forma “agulha envolvida em algodão” pode ser considerada, de certa forma, Kung Fu interno o qual é o ponto de partida para os mais altos estágios de trabalho interno chamado “trabalho interno Pai Ho”. Aquele que é bastante preparado para praticar estes trabalhos internos será capaz de usar sua mente para controlar não só a respiração mas também a circulação sangüínea e o metabolismo do corpo, executando, dessa forma, em perfeita harmonia com o universo.

    Além das formas mencionadas acima são realizados movimentos como técnicas complementares das formas do macaco (Hou Chuen), do tigre (Fu Jiao), do leopardo (Pao Ch’uan), do dragão (Long Chuen) e da serpente (She Chuen).

    O estilo Pai Ho (garça branca) também utiliza armas em suas formas. No total são mais de 10 (dez) as principais armas ensinada no estilo Pai Ho. São elas: Bastão normal (Shang Kuan Shu), Nunchaku de duas partes (Lan Tih Kuan), Facão de gume simples (Tan Tao Kuen), Faca de borboleta (Wu Tip Tao), Lança de uma ponta ou uma cabeça (Tan Tou Ch’iang), Gancho orelha ou cabeça de tigre (Hu Tou Kou), Facão em forma de meia-lua ou facão de Kwan Kun (Kuan Tao), Nunchaku de três partes (San Tih Kuan), Punhal duplo (Erh Pi Shou), Garfo de três pontas – tridente com bastão (San Ch’a Kuan) e espada simples e dupla (Chien Tao).

  • Estilo do Dragão

    Estilo do Dragão

    A origem deste estilo enigmático é freqüentemente questionado, muitos estudiosos dizem que o estilo teve origem nos anos 1750 – 1800 e foi desenvolvido pelo monge Budista tailandês – Yuk.

    Estilo Dragao Kungfu

    Durante um festival chamado Yue Shen, para qual vinha lutadores de Kung Fu de toda a China, Yuk conheceu Lan Yiu Kwai que fazia demonstrações neste festival. Yuk lhe diisse que o seu Kung Fu era bonito mas não tinha uso pratico. A Monja Lan ao ouvir isso ordenou que 11 estudantes o atacassem, mas os mesmos não foram capazes nem de tocar Yuk.

    Impressionada ela própria o ataca e ordenou também que seus estudantes atacassem novamente. Mas desta vez Yuk derruba todos os estudantes menos Lan. Diante desta pura demonstração de Kung Fu a monja Lan cai ao pé de Yuk e pede que a aceite como discípulo.

    Yuk aceitou e começou a ensinar a Monja que se tornou um dos “5 tigres de Cantão” e Yuk ficou conhecido como um Mestre de Dragão. Este estilo é conhecido por defesas e ataques fechados e “Mok Kiu” (entrelaçar os braços). Possui cinco formas que mostram o poder do Dragão, que são conhecidas como: NGAN (olhos), SUN, (mente), SAU ( palma), YIU (cintura), MA (posição de cavalo).

    Estilo Dragao 2
    A performer seen during a dress rehearsal of Chun Yi: The Legend of Kung Fu, in a London theatre, Wednesday, July 29, 2009, which runs for three weeks until August 16 and has a score by composer Zheng Bing. (AP Photo/Joel Ryan)

    O praticante precisa dominar estas cinco formas que correpondem externamente a Oração, Ar, Fogo, Água e Terra e internamente ínicio, espirito, respiração(Chi), fluência e estabilidade interior.

    Quando o praticante domina estas cinco formas associadas externa e internamente ele está apto a perceber o poder do Dragão.