Categoria: Filmes e Séries

  • O Grande Dragão Branco

    O Grande Dragão Branco

    Finalmente chagamos a época de ouro dos filmes de artes marciais, onde grandes atores de artes marciais foram revelados. Sim! Estamos falando da década de 80 e um dos grandes nomes da época foi Jean Claude Van Damme.

    Hoje não vou falar do filme que o revelou como um ator de filmes de artes marciais, mas sim de um grande sucesso, e sou muito suspeita de falar desse filme, que é “O Grande Dragão Branco”, ou “Bloodsport“, de 1988.

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    Jean Claude Van Damme – Fonte: IMDB

    Esse filme é baseado em fatos reais da vida de Frank Dux, interpretado pelo Van Damme, que é um militar americano que decide disputar um torneio super secreto e ilegal em Hong Kong, o Kumite. Esse torneio reúne os maiores lutadores de todo o mundo e a regra é que “não há regras”. Nesse torneio tudo pode, até a morte.

    Nessa trama toda nos deparamos com personagens chaves, que são os policiais que estão atrás do Dux que acabou fugindo do exército para participar do torneio. A repórter que quer tirar informações do evento para escrever sua matéria. Temos também o mestre de Dux, o Sr. Tanaka, que protagoniza uma das melhores partes do filme, na minha opinião. E claro, o grande vilão do filme o Chong Li, interpretado por ninguém menos que o Bolo Yeung, quem não se lembra dele no filme Operação Dragão com o Bruce Lee? Ah! E temos o Jackson, o amigo que o Frank Dux fez no torneio, é relevante? é…. mas eu particularmente não gosto dele.

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    Bolo Yeung – Fonte: IMDB

    Bom, história e personagens apresentados… agora vamos para as partes relevantes!

    Primeiro de tudo temos que destacar os filmes de artes marciais dessa época são totalmente “raiz”. Por que? Porque são realmente os atores que estão fazendo as cenas de luta sem efeito especial nenhum. E o mais importante sem pessoas voando e nenhuma “magia”, como está tendo nos filmes de hoje. E claro que temos que destacar que o Jean Claude Van-Damme vem do Karatê e do Kickboxing e a gente consegue ver isso no filme pela sua postura, pela sua habilidade em fazer os movimentos e os próprios chutes dele que são bem característicos, bem marcados e definidos. Bolo Yeung também tem sua experiencia em artes marciais, isso é fato, só foi meio difícil descobrir o que ele praticou mas é bem provável que seja Kung Fu.

    Como todo filme de artes marciais dos anos 70/80 temos as cenas de treinamento clássicas, e como eu sempre falo, são as melhores! Frank Dux protagoniza ótimas cenas com seu Sensei, Mr. Tanaka. Como sempre é naquele cenário no fundo da casa do mestre, onde o aluno apanha pra caramba e a gente consegue ver a grande evolução. E é claro que não podia deixar de faltar a cena para mostrar o alongamento em espacate que o Van Damme sempre tem. É clichê, mas é um clássico.

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    Fonte: IMDB

    No quesito lutas, acho que elas são muito bem coreografadas, até demais, mas isso não me incomoda, eu enxergo a luta nesses filmes mais fiéis ao real do que muitos filmes de hoje em dia que tem as pessoas voando, por exemplo. Eu sou um pouco suspeita, na verdade muito suspeita, porque eu gosto do estilo de filme dessa época. Como falei anteriormente, foi uma época importante para os filmes de artes marciais, tanto que realmente deu um boom nesse gênero. E quem ocidentalizou isso nos anos 70 foi o Bruce Lee, então considero esse período muito importante para a construção desse gênero de filme e que reflete até os dias de hoje.

    O Grande Dragão Branco pode não ter o melhor roteiro ou as melhores atuações mas pra mim ele é um filme excelente, um clássico que eu ja vi milhões de vezes e não canso. Gosto do Van Damme, gosto das lutas, gosto da trilha sonora e claro que toda a ambientação em Hong Kong junto com a trilha sonora nos anos 80 é muito nostálgico e realmente me remete aos filmes de Bruce Lee.

    Atualmente o filme se encontra na Apple Tv e na Amazon Prime somente para locação. Abaixo está o trailer para vocês sentirem o gostinho de como é o filme.

  • Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo

    Tudo em Todo Lugar ao Mesmo Tempo

    Pensei muito se colocaria esse filme aqui como um review, por um lado sim vale a pena pelas lutas por outro eu já entro em um campo de falar do filme em sua profundidade, que é o que faz o filme ser tão bom e grandioso. Mas como eu sempre venho aqui jogar um pouco de reflexões aos meus leitores, resolvi publicar esse artigo afim de abrir a mente para esse filme que não é um blockbuster, e segue um pouco mais essa linha independente, e claro não deixar de falar sobre as lutas.

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    Fonte: Columbus Monthly – https://tinyurl.com/msjxayxp

    Esse filme é um pouco complexo e qualquer informação adicional eu fico com receio de dar spoilers do filme. No geral é uma história que tem como personagem principal a Evelyn Wang (Michelle Yeoh), uma chinesa, que deixou seus pais para trás e foi viver nos EUA junto com seu marido, Waymond (Ke Huy Quan). Nos EUA, eles abrem uma lavanderia e tem uma filha a Joy (Stephanie Hsu). Além disso, o filme também conta com a grande atuação de Jamie Lee Curtis de Halloween (1978) e True Lies (1994).

    Mas você deve estar se perguntando “por que um enredo tão simples faz o filme ser tão grandioso?”, e é aí que o filme começa. A grande sacada do filme é que eles abordam o conceito do multiverso, mas não é aquele multiverso que vemos nos filmes da Marvel, por exemplo, mas o filme usa desse recurso para trazer novos caminhos para a narrativa e criar um lugar que tudo é possível e pode acontecer. Isso causa um certo estranhamento no começo, mas depois você entende que tudo isso tem um significado mais profundo e dá mais densidade a narrativa. É um filme que traz uma montanha russa de emoções, um filme que você ri e se emociona o tempo inteiro.

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    Fonte: BuzzFeed.News – https://tinyurl.com/2chyrxx2

    Acredito que eu consegui explicar o filme sem dar muitos spoilers. E onde entra a luta nisso tudo?

    Bom nessa loucura de multiversos, claro que não podia deixar de lado o kung fu tendo a Michelle Yeoh como protagonista, sem contar que o ator que interpreta seu marido na trama, Ke Huy Quan, é coordenador de dublê, seria um grande desperdício não usar dois grandes talentos.

    As cenas de luta lembram demais os filmes do Jackie Chan, muito bem sincronizadas e também utilizam objetos de cena no meio da luta, tem umas cenas que até tem referência a Matrix (1999). Mas não podemos deixar de mencionar os grandes coreógrafos do filme: Andy Le e Brian Le, que além de terem coreografado as cenas de ação, protagonizaram as principais lutas com a Michelle Yeoh.

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    Brian Le, Michelle Yeoh e Andy Le
    Fonte: Entertainment – https://tinyurl.com/3r89b4sr

    Andy e Brian são dublês e tem um projeto chamado Martial Club, onde eles gravam muitas cenas de lutas, às vezes com muito bom humor, coreografadas por eles mesmos inspirados em clássicos dos filmes de kung fu. Para quem não sabe Andy esteve recentemente no filme Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis interpretando o Agente da Morte (Death Dealer).

    Depois de ter colocado várias informações do filme vamos para as minhas considerações finais: Eu particularmente adorei o filme e recomendo muito. Inicialmente eu fui assistir o filme por conta da Michelle Yeoh, do Andy e do Brian Le, até porque eu já acompanho o trabalho deles há algum tempo, mas o filme me surpreendeu pela sua densidade e até em aspectos cinematográficos (isso é papo para outro lugar hahahaha) que a luta acaba sendo usada como um grande pano de fundo para o que a narrativa propõe.

    Eu assisti esse filme no cinema e na época já tinha poucas sessões, ainda mais que ele não veio pra ser um grande blockbuster, mas em breve acredito que ele vai estar em algum streaming. De qualquer forma fica o trailer para vocês sentirem um pouco o filme.

  • Warrior – 2ª Temporada

    Warrior – 2ª Temporada

    Assistimos a segunda temporada de Warrior, e para ser bem franca eu demorei um pouquinho pra engatar nessa temporada, e eu vou te explicar o porquê.

    Mas antes, já vou deixar bem claro que pode ser que contenha alguns Spoilers, então se não assistiu e não se importar, boa leitura!

    Por que eu demorei um pouco para entrar na história? Bom, essa temporada vem um pouquinho mais densa, explorando um pouco mais alguns personagens e focando bastante em duas questões: de um lado os Hop Wei atrás de um ópio mais barato e de outro os Long Zii atrás de aumentar uma certa influência e fazer novas alianças. Logicamente uma Tong visando acabar com a outra. Mas esse processo pra mim foi meio arrastado, muito diálogo e negociação, para mim esse processo podia ser mais dinâmico.

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    Imagem Reprodução/ Cinemax

    Sobre o aprofundamento de personagens, alguns ganharam muito espaço na série: Ah Toy, Penny Blake, Dan Leary, Bill O’Hara.

    Ah Toy (Olivia Cheng), a dona do bordel de Chinatown, vem com uma força absurda, principalmente se mostrando como uma justiceira em favor dos chineses, é claro, ao lado de Ah Sahm(Andrew Koji), com quem aprofunda mais a relação nessa temporada. Ela também acaba se envolvendo com uma nova personagem, a Nellie Davenport (Miranda Raison), que a ajuda nas questões de resgate de mulheres chinesas, que eram escravas sexuais nos EUA. A personagem de Nellie foi inspirada em Donaldina Cameron que combateu o tráfico de mulheres chinesas. Quem se interessar e quiser se aprofundar mais na história tem um artigo interessante sobre o assunto aqui.

    Já Penny Blake(Joanna Vanderham) vem bem diferente da primeira temporada, de uma moça vulnerável para uma mais durona, cheia de responsabilidades depois de assumir a fábrica do seu falecido pai. Essa carga aumenta diante de conflitos com seu próprio marido, o prefeito Samuel Blake (Christian Mckay), principalmente em assuntos sobre a mão de obra Chinesa.

    Dan Leary (Dean S. Jagger) ganha destaque no combate à mão de obra chinesa. Ele vai queimando fábricas que compactuam com isso, na intenção de tentar favorecer a mão de obra do povo irlandês. Ele acaba se relacionando com a irmã de Penny, Sophie Mercer (Céline Buckens), mas essa relação acaba tumultuando bastante os rumos da trama. O mais interessante que Dan se coloca no final da segunda temporada como representante do Partido dos trabalhadores da California, fazendo uma grande alusão a um ativista importante anti-chinês, Denis Kearney. Um artigo muito legal sobre essa história você encontra aqui.

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    Imagem Reprodução / Cinemax

    Já o policial O’Hara (Kieran Bew) é outro que acaba manipulando e tumultuando a trama, é um personagem que dá um pouco de raiva, ainda mais que ele acaba se enrolando com os chineses e nessa temporada ele acaba usando da força policial para limpar a bagunça que ele fez. O’Hara entra num grande conflito com o seu parceiro de trabalho, Richard Lee (Tom Weston Jones), uma vez que Lee vai descobrindo todas as tramas de seu parceiro.

    No quesito ação, essa série não deixa a desejar. As cenas de luta, principalmente protagonizadas por Ah Sahm, são excepcionais. E claro uma luta ou outra você consegue perceber um toque de Bruce Lee nos seus movimentos.

    Um personagem que ganhou destaque, principalmente nas lutas, foi o Hong (Chen Tang). Ele se juntou ao elenco nessa segunda temporada para se integrar a Tong dos Hop Wei. No começo confesso que “não botava muita fé” no personagem, ele é um pouco esquisito e evasivo, mas quando ele começou a lutar eu fiquei realmente impressionada com as habilidades dele.

    Sem dúvida nenhuma o penúltimo episódio, “Enter the Dragon”, é o melhor dessa temporada. Tem muita luta, muito sangue, e ele retrata um período histórico sobre o massacre em Chinatown, logicamente ele não é fiel aos fatos, mas ele traz uma realidade que aconteceu mais de uma vez nessa época de imigração chinesa nos EUA. Outro artigo interessante sobre o assunto para quem tiver interesse, você encontra aqui.

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    Imagem Reprodução/Cinemax

    Nesse episódio sem dúvidas Ah Sahm foi coroado como Bruce Lee na série, principalmente na luta com o nunchaku, onde ele reproduz todos os trejeitos da lenda das artes marciais.

    No geral, a série é sim muito boa, apesar de alguns deslizes eu acho que ela merece sim uma continuação, não só pelas cenas de luta, mas também pelo seu contexto histórico. Por parte do Cinemax não tem mais continuação, mesmo a série deixando alguns ganchos para uma possível terceira temporada, mas por mudanças estratégicas e não por falta de audiência. Mas com a ida da série para a HBO Max, a produtora executiva Shannon Lee, mantêm uma certa esperança de continuação, como ela fala em entrevista ao site Den of Geek:

    Estamos em tempos incertos, mas eu espero que assim que a 2ª temporada for concluída no Cinemax, eles irão lançá-lo para as plataformas da HBO e eu espero que o programa alcance um público muito maior e que haja demandas para uma terceira temporada.

    O Ator Andrew Koji também concorda:

    Bem, obviamente, com o clima atual, é muito menos certo, tudo o que sabemos é se os fãs fazem barulho o suficiente e nos ajudam fazendo aquele barulho, isso está em nossas intenções de encerrar esse show como eu acho que deveria. Não apenas para o show, a história, para os fãs, mas para a lenda Bruce Lee. Acho que merece um final conclusivo.

    O que nos resta é torcer para que a série continue! Atualmente série pode ser vista aqui no Brasil na HBOMax, Netflix e AmazonPrime.

  • COBRA KAI – 3ª Temporada

    COBRA KAI – 3ª Temporada

    Estreou a série dia 1 de Janeiro de 2021 e em um dia eu já “maratonei” ela inteira. Sou um pouco suspeita para falar, porque eu realmente amo essa série, uma vez que os criadores tiveram a capacidade de trazer a tona um filme de sucesso dos anos 80, que em princípio você não via mais nenhum tipo de continuação, e transformar essa história em uma série.

    A primeira e a segunda temporada foram ótimas, eu realmente fiquei presa na trama, porque ela te mostra dois lados da história, é difícil de dizer quem é o mocinho e o vilão entre Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka), e a série termina com uma luta de tirar o fôlego no colégio de Samantha (Mary Mouser) e Miguel (Xolo Maridueña).

    Então, tivemos uma janela de 1 ano e meio, mais ou menos, na expectativa de uma terceira temporada, em um cenário que você quer buscar respostas do que vai ser de Miguel, o que vai ser do Cobra Kai no comando de Kreese (Martin Kove). Confesso que minha expectativa estava bem alta, uma vez que a série me segurou tão bem em duas temporadas, e aumentou ainda mais quando já confirmaram uma 4ª Temporada.

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    Imagem Reprodução/Youtube

    Pois bem, assisti a última temporada e digo, sem sombra de dúvida, que mais uma vez eles acertaram. Conseguiram me prender de uma forma que não tinha como não ver um atrás do outro, o rumo que eles tomaram pra série achei sensacional e termina com aquele “gostinho de quero mais”. (Ainda bem que já foi confirmada mais uma temporada!)

    (Alerta de SPOILER: se você ainda não viu a série recomendo parar por aqui)

    Mas vamos para o que interessa, o que a série traz de tão bom?

    O grande lance dessa temporada que ela é um pouco mais densa que as demais, ela vai um pouco mais a fundo nos personagens e suas relações. É certo que essa temporada foca muito na origem de John Kreese, uma vez que já conhecemos a vida de Daniel, pelos filmes, e de Lawrence que foi muito trabalhada nas temporadas anteriores. Essa temporada reforça cada vez mais esse perfil meio psicopata, ou louco, de Kreese, que consegue manipular e recrutar mais jovens para o seu Dojô.

    Daniel e Johnny, por sua vez, acabam levando as consequências da luta na escola. Johnny carrega uma culpa pelo estado de saúde de Miguel, e entra em um processo para ajudá-lo a andar, o que o afasta ainda mais de seu filho Robby (Tanner Buchanan), e se encontra sem um Dojô e sem alunos.

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    Imagem Reprodução/ Netflix

    Por outro lado, Daniel entra em uma das suas piores fases da vida, os negócios vão mal, devido a um boicote dos consumidores que o culpam pelo ocorrido na escola, e ainda está em busca de Robby com intuito de ajudá-lo, uma vez que ele se torna procurado da justiça, sem contar que todos na escola o culpam também pelo ocorrido.

    Então vem um dos pontos mais fortes da temporada, a ida de Daniel para o Japão para tentar levantar seu negócio, mas é claro que ele aproveita para ir a Okinawa em busca de respostas para sua vida turbulenta. Lá ele encontra duas pessoas que o ajudaram nesse processo: Kumiko e Chozen, sendo a namorada e o grande rival de Daniel, respectivamente, no filme Karatê Kid 2. A série traz os mesmos atores para o papel fazendo essa grande surpresa para esquentar nossos corações com nostalgia.

    Outra personagem que ganha muito destaque é a Samantha, filha de Daniel, que fica com o emocional muito abalado após a luta no colégio, e também acaba carregando uma certa culpa pelo que aconteceu tanto com Miguel quanto com o Robby. Esse processo emocional da Samantha teve um espaço considerável e importante na trama. O Robby, por sua vez, foi para um reformatório e aconteceu o que era um pouco previsível, ele foi para o lado de John Kreese. Esse processo do Robby me lembra um pouco o processo de Daniel no terceiro filme que ele vai para o Cobra Kai. Será que é isso que devemos esperar para a próxima temporada?

    Uma personagem que também teve destaque foi a Tory (Peyton List), teve uma breve abordagem de sua história nessa temporada, e ela se revela como uma verdadeira líder dos Cobra Kai, tanto que Kreese vê um grande potencial nela e até a ajuda em questões pessoais para que ela siga com os treinos.

    O segundo ponto mais alto, para mim, foi a Ali (Elisabeth Shue). Sim!!! Para quem estava especulando a sua volta, ela foi confirmada na terceira temporada. Apesar de muito nostálgico vê-la novamente na série, acredito que foi uma aparição breve, não acho que ela retorne na quarta temporada. Ela veio em um momento importante da trama que é curar as feridas do passado tanto de Daniel quando de Johnny, e isso deu uma abertura muito grande para o ponto mais importante da série, a união de Daniel e Johnny contra Kreese no torneio Regional.

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    Johnny e Ali – Imagem Reprodução/Netflix

    Desde a ultima temporada eu enxergava Daniel e Johnny como o equilíbrio, e pensei nessa possibilidade deles se juntarem contra o Kreese, e foi o que exatamente aconteceu. Agora fica a pergunta para a quarta temporada, como vai ser essa união de Daniel e Johnny? E o Robby será que ele vai se arrepender antes do torneio, ou vamos ver vê-lo competindo como Cobra Kai?

    Falei tanto da trama, mas e as lutas? Bom sobre as lutas, já vi melhores em outras séries, mas sinceramente, isso não me incomoda, uma vez que a série em si me chama muito mais atenção. Essa temporada achei que tem menos treinamento, na verdade, não tem cena nenhuma de treinamento, e de lutas, bem pouco. Mas a série se mostrou tão densa nas relações entre os personagens, que o Karatê em si ficou bem em segundo plano.

    No geral, Cobra Kai vem pra mostrar que a série não sobrevive só de karatê, que dá pra explorar os personagens com uma temporada mais densa, sem perder o nível que vem mostrando desde a primeira temporada. Para mim sem dúvidas, é a melhor temporada.

  • Warrior – 1ª Temporada

    Warrior – 1ª Temporada

    Em outubro desse ano de 2020 caótico vai estrear, no canal Cinemax, a 2ª temporada de Warrior, uma série baseada nos escritos de Bruce Lee encontrados pela sua filha Shanon Lee.

    A série mal estreou em 2019 e já foi renovada para uma segunda temporada, e eu vou te dizer o porquê ela mereceu ser renovada.

    A série se passa em 1878, na Chinatown de São Francisco. Uma época de grande imigração chinesa nos EUA, uma vez que a mão de obra deles era mais barata do que a de americanos ou outros imigrantes.

    O foco central da série está em torno do personagem Ah Sahm, interpretado pelo ator Andrew Koji, um imigrante chinês que chega nos EUA e que acaba se envolvendo com a famosa Guerra de Tong da Chinatown, devido a sua grande habilidade marcial. Sim, as Guerras de Tong, ou melhor a rivalidade entre as gangues chinesas de Chinatown são bem reais e bem violentas.

    Como eu falei, as Guerras de Tong foram bem violentas e a série passa muito isso. As lutas são muito bem feitas, e tem muito sangue nos 10 episódios dessa temporada.

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    Mas o que me fascinou mais na série é que eu consegui ver muito o Bruce Lee. Eu, que particularmente gosto muito do Bruce Lee, consegui enxergar ele na série inteira, e também grandes referências de seus próprios filmes.

    Primeiro, a série tem um ar meio “western”ou, no português mais claro, um ambiente mais “velho-oeste”, isso me remeteu muito na época que Bruce Lee escreveu essa série, onde os filmes de cowboys estavam muito em alta, fora que a própria série “Kung Fu”, que o Bruce Lee tentou entrar como personagem principal tinha também essa história de kung fu misturado com o Western. Mas não posso afirmar que isso foi escrito antes ou depois da série Kung Fu, as vezes pode ter sido só uma coincidência.

    Outra referência que eu já peguei de cara na primeira cena da série foi quando o Ah Sahm desembarca nos EUA. A sua postura e a roupa é igual de Bruce Lee no filme “The Big Boss” (O Dragão Chinês – 1971). O estilo de luta é igual do Bruce Lee, e dá até gosto de ver.

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    Ah Sahm interpretado por Andrew Koji

    Agora um pequeno spoiler, o personagem Ah Sahm se envolve com uma garota loira americana, e existe a questão de um chinês estar namorando uma americana. Vi muito o relacionamento do Bruce Lee com a Linda Lee.

    Na série também tem muito a questão da prostituição e do tráfico de drogas, temas muito presentes nos filmes de Bruce Lee, mas me remeteu em particular o filme “Enter the Dragon” (Operação Dragão – 1973). Talvez o próprio Bruce Lee tirou suas inspirações das histórias de seus filmes na própria Chinatown de São Francisco com as Guerras de Tong.

    Em resumo, a série me deu um pouco de nostalgia, talvez de sentir o trabalho do Bruce Lee como se ele ainda estivesse vivo. Acho que deu para perceber como eu sou fã, ou pelo menos gosto muito do trabalho dele, mas fora isso, vale muito a pena assistir a série porque a própria história te prende pelas guerras das Tong, que eu nem detalhei muito para não dar muitos spoilers já que tem muitas reviravoltas, e também pelas cenas de ação, não tem como não gostar. A série teve um bom desfecho e deixou aquela vontade de ver uma segunda temporada.

    Assista o trailer:

  • Documentário – “Iron Fists and Kung Fu Kicks”

    Documentário – “Iron Fists and Kung Fu Kicks”

    Eu sempre fico em busca de noticias e artigos sobre Kung Fu, e também só sigo coisas relacionadas ao assunto no Instagram, Facebook, Youtube, enfim, tudo isso para que eu possa estar sempre atualizada e também acrescentar um pouco mais de conhecimento no meu repertório.

    Não sei se já perceberam, mas a internet tem uns “robozinhos” que sabem nossos interesses, e acabam nos mostrando links relacionados. Um desses links foi um perfil no Instagram chamado “kungfukicksfilm”. Abri o perfil e vi que era sobre um documentário de filmes de kung fu.

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    Cinco Venenos de Shaolin (1978) Lo Meng, à direita

    Eu que amo os filmes do gênero, já fiquei interessada no que poderia ter, ainda mais que no documentário apareceriam nomes como Sammo Hung (“Enter the Fat Dragon“), Lo Meng (“Five Deadly Venons“), Ju Ju Chan (“Crouching Tiger, Hidden Dragon: Sword of Destiny“), Chin Siu-Ho (“Tai Chi Master“), enfim…Só nomes de peso. Ia ter uma Premiere na Australia em Agosto (2019), mas como sou uma reles mortal, claro que eu não conseguiria ir. Então resolvi esperar porque uma hora esse documentário ia chegar em algum lugar ou no Youtube.

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    Tai Chi Master (1993) – Chin Siu-Ho e Jet Li

    Agora em dezembro, quando estava vendo se colocaram mais filmes de kung fu no catálogo da Netflix, apareceu esse documentário. No começo achei que não era o mesmo, mas sim, era o documentário que eu havia visto no Instagram por acaso.

    Comecei a assistir e, como não tinha visto o trailer, achei que fosse um documentário sobre os principais filmes de Kung Fu e suas produções. Porém estava extremamente enganada, o filme me surpreendeu, e ele mostra o quanto esse gênero de filme influenciou desde os filmes de hoje até na cultura de outros países como na dança do Hip Hop e no Parkour.

    O documentário começa com um contexto econômico da China na década de 60 e de como o cinema foi importante para a China, uma vez que era uma colônia britânica, e coloca a Shaw Brothers Studio como precursora desse gênero, mas também não deixa de lado a importância que o estúdio Golden Harvest teve.

    E claro, não podemos de deixar de dar destaque ao Bruce Lee. No filme mostra a importância que ele teve para os filmes de artes marciais assim como ele acabou divulgando uma arte que até então ninguém no ocidente conhecia. Um dos trechos do filme mostra que o próprio David Carradine não sabia o que era Kung Fu antes de fazer a série “Kung Fu“.

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    Bruce Lee

    Além do Bruce Lee, outro ator fundamental para a revolução no cinema, sem dúvidas, foi o Jackie Chan, introduzindo uma nova era com cenas de ação extremamente arriscadas e perigosas. O documentário traz também alguns filmes americanos que foram importantes trouxeram o Kung Fu a tona, após ter uma pequena crise no gênero na década de 90, como Matrix e o Tigre e o Dragão.

    Em linhas gerais, esse documentário é ótimo para mostrar como os filmes de kung fu fazem sucesso até hoje. Ele te dá um contexto histórico tanto da China quanto do mundo e consegue te dar um panorama de como esse gênero influenciou e ainda influencia a cultura no mundo todo.

    Obs: agora em 2026, esse documentário já saiu do catálogo da Netflix, e está no PrimeVideo. Mas de tempos em tempos isso pode mudar!

    Assista o Trailer:

  • COBRA KAI – 1ª e 2ª Temporada

    COBRA KAI – 1ª e 2ª Temporada

    Sim, nosso site é sobre kung fu, e sim, esse seriado é sobre karatê, mas como amantes das artes marciais, não podemos ignorar o fato que o filme “Karatê Kid” foi um clássico dos anos 80.

    Qual filme que transforma um menino que sofria bullying em um grande lutador de Karatê, ainda mais ensinado por um Mestre pouco convencional? Qual mestre que ensina seu discípulo a lutar encerando o chão ou pintando a cerca? Pois bem, é por essas pequenas coisas que acho que esse filme marcou tanto, principalmente pelo golpe final.

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    Luta Final – Karatê Kid (1984)

    Após esse filme, vieram mais três continuações não tão boas quanto o primeiro, sendo dois deles com o Ralph Macchio, o Daniel LaRusso, e o último Karatê Kid foi com, além do Mestre Miyagi (Pat Morita), Hilary Swank, que seria uma “sucessora” do Daniel – San, mas a sua audiência não foi muito boa.

    Continuações são muito difíceis, tem que ser algo muito planejado que iguale ao nível ou supere o anterior. Isso também acontece com o reboot, no caso do Karatê Kid de 2010, com o Jackie Chan. Foi muito legal porque tinha a ver com Kung Fu, mas também foi muita gafe colocar o nome de Karatê Kid se no filme todo o que é falado é sobre Kung Fu. Talvez nem considero muito esse filme como um reboot, apesar da história ser muito parecida.

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    Reboot – Karatê Kid (2010)

    Mas, Cobra Kai veio para quebrar todas essas continuações e reboots. Confesso que eu fui sem expectativas nenhuma e sem dúvida foi melhor do que eu esperava.

    A história se passa 30 anos após a luta entre Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka), e como aquele torneio de karatê de All Valley, em 1984, impactou na vida de cada um deles de alguma forma. A relação de ambos fica mais “estremecida” com a volta de Cobra Kai, e isso sem dúvidas se reflete em todas as pessoas ao redor.

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    Johnny Lawrence e Daniel LaRusso em Cobra Kai

    Alguns elementos interessantes da série no geral é a introdução de novos personagens e o aprofundamento das relações entre eles, o ponto de vista de Johnny Lawrence sobre os fatos e o mais legal são os ensinamentos e filosofias das duas escolas. Tem muitos flashbacks na série, isso já da uma grande nostalgia, além das músicas terem uma “pegada” mais anos 80, mesmo sendo uma série bem atual.

    A primeira temporada foca muito nos personagens, na apresentação e no contexto nos dias de hoje, mas também tem sua porcentagem de luta, que não deixa a desejar, é muito boa e muito bem coreografada por sinal! A segunda temporada vem 100% focado na rivalidade entre Daniel LaRusso e Johnny Lawrence e no karatê. É uma temporada carregada de ótimas lutas e muito treinamento!

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    No geral Cobra Kai é, sem dúvidas, a melhor continuação que Karatê Kid poderia ter! Conseguiram construir uma história que te prende a cada episódio e que não é cansativa. Os flashbacks aparecem no tempo certo e ver Daniel e Johnny como os “Senseis” e ver a dificuldade de ensinar e não ter a mesma expertise que seus respectivos professores, foi uma ótima sacada.

    E claro, a segunda temporada termina com várias pontas abertas e muita vontade de saber o que vai acontecer na terceira temporada, já confirmada e prevista para 2020.

    Para quem tiver interesse, a primeira e segunda temporada está disponível na Netflix.

  • Wu Assassins – 1ª Temporada

    Wu Assassins – 1ª Temporada

    A Netflix veio com uma proposta de fazer uma série onde envolve misticismo, artes marciais e máfia chinesa. E realmente cumpriram com a proposta!

    Diferente de todos os gêneros da plataforma, “Wu Assassins” trouxe uma história que se passa em Chinatown de São Francisco. Um chef de cozinha, Kai Jin, interpretado por Iko Uwais (Star Wars – O Despertar da Força), foi escolhido para ser um Wu Assassin, ou um assassino de Wu. Diz a historia que cinco pessoas foram corrompidas pelos poderes elementais de Wu Xing, que são representados pelo fogo, água, terra, madeira e metal. Eles lutaram contra a China deixando milhares de mortos. Até que 1000 monges se sacrificaram para dar o poder para um escolhido para conseguir detê-los. Esse poder foi colocado em uma peça chamada fragmento dos monges.

    Assim começa a história, uma busca para destruir os portadores do Wu Xing, e paralelamente a isso, Kai conta com um grupo de amigos que de alguma forma estão envolvidos com a Máfia Chinesa chamada de Tríade, liderada pelo Uncle Six, interpretado por Byron Mann.

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    Ying Ying (Celia Au) e Kai (Iko Uwais )

    Contando a história dessa maneira, parece tudo muito confuso, e é sim muito confuso! Falando da história, é tudo muito “raso”. As coisas acontecem de repente, como a mentora Ying Ying, interpretada pela Celia Au, vir do nada e falar que o Kai é o escolhido, sem contar que ela não me convenceu pela sua interpretação. Talvez ela queria passar uma imagem de durona, autoritária, para dar aquela idéia que ele tem que cumprir essa missão, mas não me convenceu.

    A maneira como foi mostrada sobre a origem do Wu Assassins e sobre os Wu Xings foi bem raso. Isso tudo poderia ser contado de outra forma, e a mentora, para mim, não foi relevante. Tanto que chegou em um ponto da série que saber sobre a existência dos Wu Xings não me incomodava, até aparecer a mentora, essa parte achei desnecessário na trama. Muitos elementos da história apareciam e iam embora sem muita explicação.

    Em um certo ponto da história, o misticismo e a máfia acabam se juntando e há grandes reviravoltas na trama, isso fez com que eu continuasse a ver a série

    wu assassins

    Falando sobre luta, o filme não deixa a desejar! O primeiro episódio já começa com um “tapa na cara” de muita ação, com cenas de luta muito bem coreografadas. O ator que interpreta o Kai luta muito bem e sua agilidade impressiona. No lado feminino, contamos com a Ju Ju Chan que não deixa a desejar, ela dá um show em habilidade e agilidade. Na série, o termo “homem não luta com mulher”, não existe. Teve muita luta, sim, de homens contra mulheres, e não deixaram a desejar, foi de igual pra igual.

    No geral, a Netflix entrega o proposto, como eu falei no começo um filme de artes marciais com misticismo e máfia chinesa. O mais legal do filme é o elenco principal em sua maioria ser de origem asiática em solo americano. Tem uma parte que fala muito do estereótipo, como por exemplo, chineses só comerem comidas chinesas, e também fala do reconhecimento de outros povos como americanos. E claro, não podemos deixar de falar que a série conta com a participação de Mark Dacascos, um ator e artista marcial, que ficou muito conhecido pelos seus filme de ação na década de 90.

    Wu Assasins crítica destaque

    O final da série dá a entender que pode ter uma possível segunda temporada, mas se não for renovada pela Netflix, a história teve seu desfecho. Se tiver a segunda espero que melhorem no quesito roteiro.

    Pra quem gosta de muita ação, Wu Assassins entrega o prometido, e não fica um capítulo sem lutas. No geral, é uma série divertida, mas não espere muito dela. Para quem interessar, a primeira temporada está disponível na Netflix.

    Trailer:

  • Os Cinco Venenos de Shaolin

    Os Cinco Venenos de Shaolin

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    Os 5 venenos de Shaolin conta uma história de um mestre, do “Clã dos cinco venenos”, que treinou 5 pessoas que não se conheciam, cada uma com um estilo diferente, sendo eles: Centopéia, Cobra, Escorpião, Lagarto e Sapo.

    Como ele está muito doente e prestes a morrer, ele pede para que o último discípulo dele descubra quem são essas pessoas, pois eles foram treinados com máscaras, e elimine quem está utilizando o estilo para o mal.

    Como sempre, a Shaw Brother consegue fazer um filme com ótimas cenas de luta, aquele velho estilo de sempre, ataques e defesas muito bem encaixados e sincronizados, perfeitos até demais, mas é legal de ver como são bem coreografadas. Porém, senti o filme com cenas mais violentas que o de costume. Quando eu digo violentas, é violentas para a época.

    Além das boas coreografias da época, que são marca dos filmes da Shaw Brothers, o filme conta com um diferencial, você se envolve com a trama do filme. Ele constrói uma narrativa, onde você tem vontade de ver e desvendar quem são as 5 pessoas e quais delas querem fazer o mal. Fora isso, eles desenvolvem mais os personagens e constroem uma relação entre eles durante o filme. Diferente dos demais filmes que é sempre o mestre que treina o discípulo que está em busca de vingança.

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    No geral, “Os Cinco Venenos de Shaolin” consegue explicar o porquê ele é um clássico no gênero e consegue atingir os amantes de filmes de artes marciais e os que estão apenas afim de ver uma boa história.

    Uma curiosidade para quem gosta do filme e do Kill Bill, Quentin Tarantino usou como grande referência este filme para criar o grupo “Deadly Viper Assassination Squad”.

    FICHA TÉCNICA:
    Título: Os Cinco Venenos de Shaolin
    Título Original: The Five Venons/ The Five Deadly Venons
    Ano: 1978
    Diretor: Chang Cheh
    Elenco: Chiang Sheng, Sun Chien, Philip Kwok, Lo Mang, Wei Pei, Lu Feng, Wang Lung-Wei, Ku Feng
    Gênero: Artes Marciais, Ação, Drama

  • Demolidor – 3ª temporada – Simplesmente sensacional

    Demolidor – 3ª temporada – Simplesmente sensacional

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    Demolidor e Wilson Fisk

    A 1ª Temporada foi incrível com diversas cenas e principalmente pelo roteiro e coreografia de lutas, a 2ª Temporada foi boa, pois deu sequencia, mas pode ter se perdido um pouco na história, porém, a 3ª Temporada foi simplesmente sensacional.

    Podemos dizer que Matt Murdock/Demolidor volta as origens, e até abandona o seu traje vermelho já conhecido, que ao longo da trama de 13 episódios, fará com que os espectadores entendam esta mudança.

    Devagar e com um certo tom de suspense a temporada vai se construindo, e vemos o Matt Murdock, pouco a pouco, passar de um homem confuso e destruído e para tornar realmente o Demolidor, o Homen sem Medo e dominar a si mesmo.

    Demolidor kungfu
    Demolidor 3ª Temporada.

    Mas é claro que todo grande herói, precisa de um vilão é esta temporada o Wilson Fisk é mais uma vez realizado com maestria pelo por Vicent D’Onofrio, que consegue manipular a tudo e todos, e até mesmo o próprio governo e FBI, deixando todos loucos de raiva, e por quase o demolidor….perai! Melhor assistir a 3ª Temporada.

    Outro vilão que pouco a pouco vai surgindo e deixará um suspense no ar, será, o Mercenário. Um cara sem poder, porém extremamente habilidoso, principalmente no manejo de objetos e desta vez esta sendo vivido na série por Benjamin “Dex” Poindexter (Wilson Bethel).

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    Cena de luta na Prisão

    O que dizer então da Coreografia de Luta, que ao meu modo de pensar, inicia, com uma lindo plano sequencia e com a já consagrada “luta no corredor” que marca cada temporada da série.

    Mas desta vez, o publico pode sentir a dor e o impacto de cada golpe, parecendo até ser real, pois vimos o demolidor, wilson fisk, Dex e outros com a sensação de sofrimento a cada grande luta e sequência.

    Em recente entrevista o diretor da série até comentou que as maiores sequencias de luta, como a da prisão, foram ensaiadas em 12 horas, porém gravada de modo a não repetir mais que 5 vezes a pedido do coordenador de dublês, pois devido a sequencia ser longa, os dublês vão se esgotando e compromete e coloca em risco a integridade física deles.

    Por fim, o que faltou nas outras séries da Marvel, foi sem duvidas nenhuma suprida nesta 3ª Temporada do Demolidor.