As origens do Ba Gua perdem-se no tempo. A referência mais antiga menciona Tung Hai Chuan de Wean Hsien, na província de Hopeh, que durante a dinastia Ching aprendeu essa arte de um taoísta nas montanhas da província de Kiangsu.
Postura Classica do Bagua
A partir desse registro existe comprovação genealógica técnica que vem até nossos dias. Essa passagem parece ser do século XVIII, porém há a possibilidade de que o presumido fundador tenha feito a classificação de uma arte já bem mais antiga, antes da sua popularização.
O mais fascinante é a história (o povo Chinês costuma ilustrar a criação dos estilos de forma romântica ou esotérica) que circula sobre o emparelhamento entre o Bagua e o Shien Yi Tchuan, Kuo-Yang-Sem, sacerdote e praticante do Shien Yi Tchuan, desafou um dia Tung, se dizendo fundador do Pakua. O combate feroz durou dois dias, após o que ninguém tinha podido tomar a vantagem. Eles então tornaram-se ótimos amigos.
Sem dúvida não é uma maneira muito bonita de se explicar como as duas artes fundiram-se, mas o que é mais estranho é que uma tal história pudesse circular nos dois estilos. No Bagua a maioria das técnicas são executadas com a palma da mão, com um movimento suave e fascinante do pulso, os movimentos são circulares sem tocar, em um raio muito curto.
A prática de andar em círculos é uma das características fundamentais do treinamento de base e de movimentação do bagua.
Os praticantes desta arte andam como que ao redor de um círculo, mantêm sua base baixa, o olhar dirigido para o centro do círculo. Periodicamente mudam a direção do movimento enquanto executam as formas características de cada “palma”.
Os deslocamentos em torno do círculo se configuram em uma estratégia de combate que procura evitar um confronto direto de força bruta com o adversário ao escapar pelos lados ou pelas suas costas.
Os aspectos internos do treinamento de baguazhang são parecidos com os do hsing-i chuan e do tai chi chuan, artes marciais chinesas com a mesma fundamentação nos princípios do taoísmo.
Os diversos estilos de baguazhang têm em comum uma série de princípios básicos resumidos em um texto anônimo conhecido como Shi yao ba fa (十要八法), “As 10 Orientações” e “Os oito princípios”, expostos a seguir.
Este estilo considerado interno (NEI CHIA), baseia-se na interpretação dos trigramas do famoso livro das mutações (I CHING) e compreende basicamente oito ângulos de defesa que são treinados progressivamente e em forma circular. Contrariamente ao Shien Yi Tchuan, que desenvolve a “força vertical”, o Ba gua coloca o acento sobre a “força horizontal”.
O Shien Yi Tchuan é designado por alguns mestres como o “boxe da mente e do corpo”, pois quando nos propomos a exercitar uma parte de nosso corpo a intenção é que comanda a ação. O pensamento surge antes da atitude. Se adestrarmos nossa mente os movimentos tornar-se-ão fluidos e conscientes.
O Bagua trabalha bastante a respiração (Chi Kung) que é controlada involuntariamente ou automaticamente pelo cérebro. Se durante os exercícios usarmos a nossa vontade para controlar a respiração (Chi Kung) estaremos transferindo o ato de respirar da área inconsciente para a consciente.
Com o tempo teremos o hábito de exercer nossa vontade sobre essa função biológica essencial ao metabolismo do corpo humano. Teremos então mais saúde e controle emocional, pois em situações adversas o simples controle da respiração (Chi Kung) já proporciona redução dos riscos de colapso físico e desequilíbrio da mente. O principal nessa prática interior é direcionar a respiração (Chi Kung), controlando-a pela vontade.
A meditação é a base da ação, até que a mente e a respiração (Chi Kung) se equilibrem em coordenação para alcançar a capacidade do espírito de controlar a energia e utilizá-la para fortalecer o corpo. O resultado obtido com essa prática é a calma, o controle dos movimentos, a força, a flexibilidade. Para deter a força bruta do adversário a calma e a maleabilidade devem ser empregadas.
A filosofia contida nestas palavras podem ser bem ilustradas pela imagem do barbante amarrando a barra de ferro, da gota de água que fura a pedra, ou do bambu que se verga ante o vendaval para retornar a sua postura natural quando cessada a força que o impulsionou. No Brasil existem diversos representantes do estilo.
Após a morte do Monge Hsu estas técnicas foram aprimoradas e em homenagem ao Monge, o estilo foi batizado de Shen She Chuen, que significa “Punho da Serpente Divina”, uma vez que o Ideograma “Shen” para os chineses significa Deus.
Consiste em defesa e trabalha movimentos ofensivos com apunhalar e movimentos de espada cortantes. Há foco na velocidade dos giros e movimentos de corpo contínuos.
Postura classica do estilo Serpente
O estilo Shen She Chuen é executado com as mãos esculpindo a cabeça de uma serpente em uma mistura de “duro” e “suave”. Contando com movimentos lentos e suaves, o adversário pode surpreender-se com sua flexibilidade, velocidade e força, desde que bem concentrado chi (Energia Interior).Seu objetivo nos ataques é a busca dos pontos vitais como olhos, garganta, plexos, vão entre as côxas e abdômem.
O estilo chegou ao Brasil em 1980 sob supervisão do Mestre Hu Chao Tien, discipulo e filho do Mestre Hu Shi Wen. Hoje o estilo tem a supervisão do Mestre Dani Hu (Hu Chao Hsil), filho do Mestre Hu Chao Tien. “O Punho da Serpente” possui seis fases afim de desenvolver os cinco conceitos do estilo, que são:
– Velocidade: atacar com batidas rápidas e inesperadas, usando passos rápidos, ágeis e leves;
– Envolvimento: a curta distância, envolver os membros do oponente confundindo suas posturas e usando-as a seu favor. Quando a longa distância, aguardar a abertura de uma postura adequadamente contida;
– Surpresa: atacar em diferentes ângulos continuamente;
– Saltos: para trás ou para os lados, evitando ataques desnecessários e não comprometendo os membros principais para locomoção e equilíbrio;
– Fuga: quebrando o contato e escapando quando o golpe não obtiver a penetração adequada
Como é de conhecimento por todos, ou pelo menos pela maioria, o Wong Jack Man morreu no dia 26 de dezembro de 2018. Ele residia na cidade de São Francisco – Califórnia, e era mestre de Taijiquan, Xingyiquan e do estilo Shaolin do Norte.
Infelizmente ele não era lembrado por ser um dos representantes das artes tradicionais chinesas na América, mas sim pela sua luta com o Bruce Lee. E hoje falaremos um pouco sobre a mitologia por trás dessa história.
A luta aconteceu no final de outubro de 1964, na academia do Bruce Lee com apenas sete testemunhas. Mas existe vários mitos envolvendo essa luta, e tentarei ir desmistificando no decorrer do texto.
Um parênteses antes de começar, recentemente saiu um filme sobre essa luta, “Birth of the Dragon” (2017), ou em português, “A origem do dragão”. O filme se contextualiza nesse acontecimento, mas foge muito da realidade. Isso é um assunto que posso me aprofundar depois em um review do filme.
Voltando aos fatos, um dos maiores mitos na história que envolve Bruce Lee, é que ele foi duramente criticado pelos artistas marciais de Chinatown de São Francisco, por ensinar kung fu para os ocidentais, por isso mandaram Wong Jack Man para lutar com ele. A história se contradiz, pois Bruce Lee foi para São Francisco em 1959, uma vez que por três décadas, dois mestres já lecionavam na região, o Lau Bun e Ty Wong. Em 1930, Lau Bun fundou a primeira academia na América, a Hung Sing.
Lau Bun (esq.) e Ty Wong (dir.)
Para quem não sabe, Bruce Lee nasceu em São Francisco, Califórnia, em 1940, mas cresceu em Hong Kong. Ele retornou para os EUA em 1959. O período da sua adolescência, ele treinou com o mestre de Wing Chun, Ip Man. Lembrando que ele não chegou a finalizar todas as técnicas com o mestre Ip.
Lau Bun e alunos avançados
Lau Bun e Ty Wong eram muito disciplinados e não permitiam que seus alunos brigassem na rua ou desafiassem outras academias. Isso era normal em Hong Kong e foi muito presente na vida de Bruce Lee.
Além disso Lau Bun e Ty Wong tiveram muitos alunos ocidentais. Um dos alunos mais conhecidos era o Al Novak, um veterano de guerra que treinou com o Ty Wong, e anos mais tarde entrou o Noel O’Brien, um adolescente irlandês. Com Lau Bun treinou um havaiano, Cliffors Kamaga, e ele não fazia nenhuma oposição ao seu aluno mais graduado Bing Chan, que aceitava alunos de todos os tipos.
Ty Wong (centro), Noel O’Brien (acima, dir.)
Em 1965, um mestre de kung fu respeitados em Los Angeles, deu uma entrevista para a revista Black Belt Magazine, onde ele falava explicitamente que ele estava aceitando qualquer tipo de aluno para aprender com ele.
Claro que a quantidade de ocidentais que treinavam com Bruce Lee era muito maior, mas já podemos descartar a teoria que lecionar para “estrangeiros” naquela época era proibido. Outra parte que não faz muito sentido é que se Lau Bun e Ty Wong tinham problemas com o Bruce Lee, por que eles mandariam um outro artista marcial lutar por eles? Eles tinham condições de lutar, não?
Bruce Lee e seus alunos de Oakland
Eis que surge um ponto crucial que contribuiu para todas as tensões e e nas várias histórias que envolvem Bruce Lee, a sua personalidade.
Em 1959, assim que Bruce Lee chegou em São Francisco, ele foi até a academia de Lau Bun, e segundo o um aluno graduado Sam Louie, Bruce Lee fez algumas demonstrações e tentou falar que Wing Chun era melhor. Lau Bun o expulsou de sua academia.
Em 1963, Bruce Lee publicou seu primeiro livro “Chinese Gong Fu – The Philosophical Art of Self-Defense“, com a ajuda de James Lee (não tinham parentesco). James era um operário, que tinha uma reputação quando jovem de ser um lutador de rua e body builder. Naquela época ele já olhava de outra forma para as artes marciais, desenvolveu seu próprio equipamento de treino, treinos modernos na sua gararem e publicou vários livros sobre o assunto. Ele foi responsável em apresentar Bruce Lee para outros artistas marciais inovadores como o americano pioneiro do Karatê Kenpo, Ed Parker.
Em Novembro 1963, na escola de kenpo do Ralph Castro: Bruce Lee, Ed Parker e James Lee.
No livro, Bruce Lee já começa a compartilhar um pouco das suas idéias sobre as artes marciais. O problema que ele causa uma tensão quando, no capítulo “Diferenças nos estilos de Kung Fu “, ele começa a “desmontar” algumas técnicas e as fotos de estudo de caso são justamente do livro to Ty Wong, publicado em 1961. Nesse capitulo, Bruce Lee começa a distinguir o que ele chama de “Sistema superior”, que no caso é o dele, e os sistemas que ele julga como “Sistemas mais lentos”, que seria do Ty Wong, que foi apresentado no livro, e de outros mais “tradicionais”, como o de Lau Bun. Ty Wong, claro, não gostou nada disso e o chamou de “Dissidente com maus modos”.
Livro: Comparação entre os estilos de Ty Wong e Bruce Lee
Na mesma época que o livro foi publicado, Wong Jack Man veio para Chinatown. Foi o primeiro a trazer o estilo Shaolin do Norte, e já ficou popular na região por sua dedicação sua alta habilidade. Como todos estavam impressionados com o Wong Jack Man na época, o pessoal de Chinatown acabou evitando um pouco o Bruce Lee.
Em 1964, Bruce começou a fazer demonstrações em palestras para grandes públicos, ele chamava seus pensamentos de “brigas de ruas científicas”. Ele demonstrava outros estilos, e explicava o porquê eles não funcionavam em um briga de rua. O estilo que ele mais demonstrava e depois criticava era justamente o estilo Shaolin do Norte.
O estopim foi em Agosto de 1964, no torneiro de Karatê de Ed Parker, Long Beach Tournament. Ele começou a criticar os outros estilos, e até chegou a falar como o Mabu, ou postura do cavalo, era ineficaz. Apesar de ser um evento que sempre foi lembrado como um marco positivo, metade do público presente não viu a apresentação com bons olhos. Muitos acharam Bruce Lee arrogante, e ele se achava superior aos demais. Depois de algumas semanas ele chegou a fazer duras críticas para Lau Bun e Ty Wong no Sun Sing Theatre, no coração de Chinatown de São Francisco, onde os dois mestres eram altamente respeitados.
Demonstração do Bruce Lee no Torneio de Long Beach de Karatê do Ed Parker.
Motivos para um duelo, conseguimos reunir vários, mas onde entra Wong Jack Man dessa história?
Existem duas teorias para essa luta: a primeira é que Wong Jack Man queria promover sua academia de Kung fu e se apropriou dessa situação de tensão para esse duelo, que claro, ia ser uma grande luta. Um jovem que estava desafiando e provocando os estilo tradicionais, contra um artista marcial de grande habilidade que virou sensação de Chinatown. Segundo David Chin, um praticante de Tai Chi na época, Wong Jack Man havia dito algo parecido na época. Mas a outra teoria que é mais falada por fontes locais na época é que simplesmente levaram Wong Jack Man para lutar.
No dia da luta, ao todo tinha nove pessoas: Bruce Lee e Wong Jack Man; as testemunhas de Bruce Lee, sua esposa Linda Lee e seu amigo James Lee; as testemunhas de Wong Jack Man, David Chin e Chan “Bald Head” Keung (Ambos frequentavam a academia Ghee Yau Seah, uma espécie de clube de Tai Chi) e atrás deles havia três pessoas, que segundo Wong Jack Man, foi somente para fazer bagunça.
Segundo David Chin, a luta não durou mais que sete minutos. Apesar de David Chin e Linda Lee estarem de lados opostos, ambos tem um relato parecido: a luta foi rápida, furiosa e longe de ser cinematográfica. Bruce Lee já deu um primeiro golpe e lutou para ver o oponente longe, e rapidamente já se viu cansado. Mas em um dos avanços de Bruce Lee, Wong tropeçou em um degrau e caiu.
Logo Bruce Lee foi para cima e gritou se ele se rendia. Sem ter como sair, Wong não teve escolha a não ser se render. Até os dias de hoje Wong Jack Man não fala sobre o assunto, Logo depois da luta veio os exageros em cima do que aconteceu, como Wong ter feito uma Headlock no Bruce enquanto os policiais não chegavam, Bruce bater a cabeça de Wong na parede, e claro no filme “A origem do dragão“, falar que a a luta durou 20 minutos (??!!!!). Nos jornais locais,começaram as noticias a respeito da luta em que Bruce Lee e Wong Jack Man negam começar ou perder a luta.
Essa luta serviu para que Bruce Lee refletisse a respeito de suas técnicas e condicionamentos, foi aí que ele começou a formar o seu novo sistema de luta, o Jeet Kune Do. No sistema ele pegou uma base do Wing Chun, esgrima, boxe, além de outras artes mariciais e tem uma abordagem bem filosófica. Apesar de David Chin estar do lado oposto de Bruce Lee, ele fez a seguinte declaração: “As coisas que Bruce estava dizendo naquela época eram verdadeiras. Eu discordei dele na época, mas ele estava certo”. Não é a toa que Bruce Lee é um artista marcial fora de série, apesar de sua arrogância, ele estudou afundo as artes marciais e pegou tudo que as outras artes marciais tem de melhor e trouxe isso para o combate real.
A 1ª Temporada foi incrível com diversas cenas e principalmente pelo roteiro e coreografia de lutas, a 2ª Temporada foi boa, pois deu sequencia, mas pode ter se perdido um pouco na história, porém, a 3ª Temporada foi simplesmente sensacional.
Podemos dizer que Matt Murdock/Demolidor volta as origens, e até abandona o seu traje vermelho já conhecido, que ao longo da trama de 13 episódios, fará com que os espectadores entendam esta mudança.
Devagar e com um certo tom de suspense a temporada vai se construindo, e vemos o Matt Murdock, pouco a pouco, passar de um homem confuso e destruído e para tornar realmente o Demolidor, o Homen sem Medo e dominar a si mesmo.
Demolidor 3ª Temporada.
Mas é claro que todo grande herói, precisa de um vilão é esta temporada o Wilson Fisk é mais uma vez realizado com maestria pelo por Vicent D’Onofrio, que consegue manipular a tudo e todos, e até mesmo o próprio governo e FBI, deixando todos loucos de raiva, e por quase o demolidor….perai! Melhor assistir a 3ª Temporada.
Outro vilão que pouco a pouco vai surgindo e deixará um suspense no ar, será, o Mercenário. Um cara sem poder, porém extremamente habilidoso, principalmente no manejo de objetos e desta vez esta sendo vivido na série por Benjamin “Dex” Poindexter (Wilson Bethel).
Cena de luta na Prisão
O que dizer então da Coreografia de Luta, que ao meu modo de pensar, inicia, com uma lindo plano sequencia e com a já consagrada “luta no corredor” que marca cada temporada da série.
Mas desta vez, o publico pode sentir a dor e o impacto de cada golpe, parecendo até ser real, pois vimos o demolidor, wilson fisk, Dex e outros com a sensação de sofrimento a cada grande luta e sequência.
Em recente entrevista o diretor da série até comentou que as maiores sequencias de luta, como a da prisão, foram ensaiadas em 12 horas, porém gravada de modo a não repetir mais que 5 vezes a pedido do coordenador de dublês, pois devido a sequencia ser longa, os dublês vão se esgotando e compromete e coloca em risco a integridade física deles.
Por fim, o que faltou nas outras séries da Marvel, foi sem duvidas nenhuma suprida nesta 3ª Temporada do Demolidor.
Um dos filmes mais importantes os estúdios Shaw Brothers, se não o mais importante, a Câmara 36 de Shaolin vem para mudar um pouco o estilos de filmes de kung fu da época.
Lançado em 1978, a Câmara 36 de Shaolin conta a história de San-Te (Gordon Liu), uma lenda na história das artes marciais, que foi para o Templo Shaolin após seus amigos e familiares serem mortos pelo exército Manchu. Afim de buscar vingança, San Te tem que passar por 35 câmaras para aprender todas as técnicas de kung fu e virar monge.
Eis que vem algumas contradições do filme, um monge que busca vingança e quer ensinar kung fu para a população, o que vai contra as leis do mosteiro. Algumas coisas ficam em aberto, talvez o foco mesmo é nas artes marciais. Mas isso é o de menos, se comparado com o que o filme foi para época.
Em termos das artes marciais, ele não deixa a desejar. Acredito que nenhum outro filme de kung fu, talvez ele seja o primeiro, a mostrar um elenco, em sua maior parte, de monges, mostrando um pouco de como que é o Templo Shaolin e como é o seu treinamento, que na época ninguém sabia sobre, contribuiu muito para que ele se tornasse um dos maiores filmes de kung fu.
A maior parte da história se passa no mosteiro, e é, sem dúvidas, a melhor parte. Ele é carregado de persistência e superação de um personagem que não sabia absolutamente nada de artes marciais. A cada câmara que San Te passa, você fica curioso para saber quais os desafios que ele vai encontrar pela frente.
De uma maneira geral, a Câmara 36 de Shaolin é um filme indispensável para quem gosta de kung fu. A parte das lutas, como sempre, muito bem feitas e o personagem de Gordon Liu te cativa de alguma forma. Não é a toa que é um dos principais personagens da carreira do ator.
Assista ao trailer:
FICHA TÉCNICA: Título: A Câmara 36 de Shaolin Título Original: The 36th Chamber of Shaolin/ Shao Lin san shi liu fang/ Disciples of Master Killer/ Master Killer/ Shaolin Master Killer Ano: 1978 Diretor: Lau Kar-leung Elenco: Gordon Liu, Lo Lieh, John Cheung, Norman Chu, Chia Yung Liu Gênero: Artes Marciais, Ação, Drama, Histórico
O sistema Pai Ho de Kung Fu(Garça Branca) foi originado na Dinastia Ming (1368-1644), por um lama Tibetano, Adato (Orddoto, Atatuojun, Ah Dat Ta, etc.), nascido em 1.426 antes de Cristo no começo do reino Hsun Chung na dinastia Ming. Adato estava meditando pacificamente no outro lado da montanha do Tibete, e durante sua meditação ele, avistou uma elegante Garça Branca, aquecendo-se ao sol quando, subitamente, um macaco selvagem apareceu da floresta próxima e atacou a Garça agarrando-a pelas asas.
O pássaro estava assustado, mas este fugiu do ataque do macaco e vingou-se usando seu longo bico para bica-lo.Seguiu-se uma batalha violenta. O macaco que era normalmente considerado ativo e ágil não era par para a Garça. Adato observou a luta muito atentamente.
Ele estava fascinado pela esperteza exibida pelos dois animais. A luta terminou completamente por um tempo e o macaco estava começando a demonstrar sinais de cansaço quando subitamente, como um raio, o bico da Garça golpeia um dos olhos do macaco que proferiu um grito agudo de dor enquanto o sangue fluía do olho danificado.
O macaco começou a saltar e fugiu para o abrigo na floresta de onde havia saído.
No início da luta, Adato apenas observou mas não pensou muito sobre ela. Porém, quando ele observou mais atentamente, começou a notar que os dois animais usavam métodos diferentes de luta e que suas técnicas eram sistemáticas e meticulosas. Os movimentos da Garça Branca eram particularmente evasivos, anulando cada movimento de ataque do macaco, não importando a velocidade em que eram desferidos.
Depois de observar os movimentos de luta dos dois animais, Adato formou um sistema de técnicas de punhos e pernas em sua mente. Como resultado de muita experimentação e prática, o Kung Fu Garça Branca começou a se formar.
Após terminada a pesquisa e analise, foram criadas 8 (oito) técnicas fundamentais dos movimentos naturais da Garça Branca e adotado alguns jogos dos pés do macaco. Adato incorporou as técnicas novas ao arsenal marcial que ele havia aprendido no templo e a isto deu o nome de “O rugir do leão”, mais tarde o estilo foi renomeado para Kung Fu Pai Ho ou Pak Hok no dialeto cantonês.
O Kung Fu da Garça Branca é conhecido como a arte Imperial durante a dinastia Ching (1644-1912), porque os guardas reais treinaram o Kung Fu Garça Branca para proteger a família real. Também é considerado como um dos mais elegantes e bonitos estilos do Kung Fu Chinês.
Com o passar dos séculos, o Kung Fu Garça Branca teve muitos mestres famosos que o desenvolveram em vários sistemas diferentes: Lama Pai, Hop Gar, o Rugido de Leão, Pak Hok, Si Jih Hao, Garça Branca e Lama Kung Fu.
Nos anos entre 1.850 e 1.865 durante a dinastia Ching, o grande Monge Hsing Lung Lo Jung, um dos primeiros discípulos de Adato, viajou para o sul da China com seus quatro discípulos monges Ta Chi, Ta Wei, Ta Yuan e Ta Chueh. Eles começaram a propagar as técnicas de mãos da estrela cadente e estilo do norte de Kung Fu segundo seu atual título de estilo “Pai Ho”.
O grande Hsing Lung e seus quatro discípulos estavam enclausurados no mosteiro Lótus, na montanha Ting Hu, do distrito de Chao Ching, Kwang Tung. Foi lá que o Monge Hsing Lung aceitou quatro alunos, os quais não eram monges, e passou para eles os segredos do Kung Fu Pai Ho. Esses quatro discípulos eram Wong Yan Lam, Chan Yun, Chou Heung Yuen e Chu Chi Yiu. Depois um outro, chamado Wong Lam Hoi, se juntou aos quatro. Wong Lam Hoi era irmão de sangue de Wong Yan Lam e era de Nan Hai distrito de Kwang Tung.
Eles foram os cinco grão-mestres que ficaram responsáveis pela propagação do Kung Fu Pai Ho no Sul da China, logo após sua criação. Os seguidores acima mencionados como os cinco grão-mestres, haviam nomeado Ng Siu Chung como o principal expoente do estilo Pai Ho.
Uma estatueta do Buda feita de ouro foi dada juntamente por Wong Yan Lam e Chu Chi Yiu à Ng Siu Chung. Esta estatueta foi herança do estilo Pai Ho e somente o grão-mestre do estilo estava incumbido da responsabilidade de guardá-la. Naquele tempo, Ng Siu Chung tornou-se o guardião ou timoneiro do estilo Pai Ho de Kung Fu. Os grão-mestres Chan Yun e Chou Heung Yuen morreram cedo. A tarefa de propagação da arte marcial Pai Ho estava principalmente sobre Wong Yan Lam e Chu Chi Yiu.
Chan Hak Fu (Chen Ke Fu): Um dos mestres mais famosos de Kung Fu Garça Branca, apresentou ao mundo sua organização: a Federação Internacional de Kung Fu Pak Hok (White Crane) na Austrália em 1972. Ele abriu suas escolas em Hong Kong, Macau, Austrália e vários locais nos Estados Unidos, como Nova Iorque, Califórnia, San Francisco etc.
O monge Ah Dat Ta, eventualmente, ensinou o estilo a outro monge do templo esse monge era o grande Sing Lung o qual, mais tarde, ampliou o sistema criando as técnicas de mãos da estrela cadente (Lau Sing Kuen). Muitas técnicas dentro da forma Fei Hok Sau (mãos de garça voadora) estavam extremamente avançadas para principiantes e assim a divisão “punhos da estrela cadente” foi criada para conter as formas mais básicas.
Elas são: Luk Lek Kuen (Forma das seis forças), Chuit Yap Bo Kuen (Forma avançar e recuar o passo), Tit Lin Kuen (Forma da cadeia de ferro), Siu Ng Ying Kuen (Forma dos cinco pequenos animais), Tin Gong Kuen (Forma da ursa maior), Lo Han Kuen (Forma de Bodhisattva, Santo Budista), Siu Kam Kongo Kuen (Forma do pequeno diamante), Tai Kam Kongo Kuen, (Forma do maior diamante), Tai Ng Ying Kuen (Forma dos cinco grandes animais), Kun Na Sau Kuen (Forma de agarramento com as mãos), Tsui Ba Hsien Kuen (Forma dos oito imortais bêbedos), Tsui Lo Han Kuen (Forma de Bodhisattva bêbedo), Lo Han Chut Dong Kuen (Forma Bodhisattva encerra a caverna), Kuai Jih Kuen (Forma do Bandoleiro), Lo Han Yi Sap Sei Jang Kuen (Forma de vinte e quatro cotovelos de Bodhisattva) e Tsui Kam Kongo Kuen (Forma de diamante bêbedo).
Os movimentos das formas acima são principalmente circulares e muito compactos. Porém, essas são, portanto, as principais formas do estilo. As técnicas mais avançadas são as formas:
• Mui Fa Kuen (Forma da flor de ameixa), a execução dessa forma simboliza a flor de ameixa abrindo suas pétalas, mostrando sua beleza (conhecimento) e perfume (Chi), e incorpora a essência dos movimentos da garça combinados com o Kung Fu clássico.
Fei Hok Sau (Mão de garça voadora), essa forma foi dedicada a todo o nível fundamental das técnicas de luta do sistema Pai Ho e estava composta de ambos os golpes de punhos e técnicas de mãos abertas.
• Nei Lah Sau, essa forma foi dedicada às técnicas de luta avançadas e estava composta de agarramento e técnicas de torções. Com especialização em combate nos pontos vitais do oponente.
Dou Lo Sau, essa forma é fundamental no Kung Fu Pai Ho e está inclusa na forma intitulada “Agulha envolvida no algodão”.
Min Loi Jam Kuen (Forma agulha envolvida no algodão), essa forma é um pouco do Kung Fu estático que enfatiza a função da mente. A mente controla os movimentos do corpo e membros. De modo que a forma “agulha envolvida em algodão” pode ser considerada, de certa forma, Kung Fu interno o qual é o ponto de partida para os mais altos estágios de trabalho interno chamado “trabalho interno Pai Ho”. Aquele que é bastante preparado para praticar estes trabalhos internos será capaz de usar sua mente para controlar não só a respiração mas também a circulação sangüínea e o metabolismo do corpo, executando, dessa forma, em perfeita harmonia com o universo.
Além das formas mencionadas acima são realizados movimentos como técnicas complementares das formas do macaco (Hou Chuen), do tigre (Fu Jiao), do leopardo (Pao Ch’uan), do dragão (Long Chuen) e da serpente (She Chuen).
O estilo Pai Ho (garça branca) também utiliza armas em suas formas. No total são mais de 10 (dez) as principais armas ensinada no estilo Pai Ho. São elas: Bastão normal (Shang Kuan Shu), Nunchaku de duas partes (Lan Tih Kuan), Facão de gume simples (Tan Tao Kuen), Faca de borboleta (Wu Tip Tao), Lança de uma ponta ou uma cabeça (Tan Tou Ch’iang), Gancho orelha ou cabeça de tigre (Hu Tou Kou), Facão em forma de meia-lua ou facão de Kwan Kun (Kuan Tao), Nunchaku de três partes (San Tih Kuan), Punhal duplo (Erh Pi Shou), Garfo de três pontas – tridente com bastão (San Ch’a Kuan) e espada simples e dupla (Chien Tao).
A origem deste estilo enigmático é freqüentemente questionado, muitos estudiosos dizem que o estilo teve origem nos anos 1750 – 1800 e foi desenvolvido pelo monge Budista tailandês – Yuk.
Durante um festival chamado Yue Shen, para qual vinha lutadores de Kung Fu de toda a China, Yuk conheceu Lan Yiu Kwai que fazia demonstrações neste festival. Yuk lhe diisse que o seu Kung Fu era bonito mas não tinha uso pratico. A Monja Lan ao ouvir isso ordenou que 11 estudantes o atacassem, mas os mesmos não foram capazes nem de tocar Yuk.
Impressionada ela própria o ataca e ordenou também que seus estudantes atacassem novamente. Mas desta vez Yuk derruba todos os estudantes menos Lan. Diante desta pura demonstração de Kung Fu a monja Lan cai ao pé de Yuk e pede que a aceite como discípulo.
Yuk aceitou e começou a ensinar a Monja que se tornou um dos “5 tigres de Cantão” e Yuk ficou conhecido como um Mestre de Dragão. Este estilo é conhecido por defesas e ataques fechados e “Mok Kiu” (entrelaçar os braços). Possui cinco formas que mostram o poder do Dragão, que são conhecidas como: NGAN (olhos), SUN, (mente), SAU ( palma), YIU (cintura), MA (posição de cavalo).
A performer seen during a dress rehearsal of Chun Yi: The Legend of Kung Fu, in a London theatre, Wednesday, July 29, 2009, which runs for three weeks until August 16 and has a score by composer Zheng Bing. (AP Photo/Joel Ryan)
O praticante precisa dominar estas cinco formas que correpondem externamente a Oração, Ar, Fogo, Água e Terra e internamente ínicio, espirito, respiração(Chi), fluência e estabilidade interior.
Quando o praticante domina estas cinco formas associadas externa e internamente ele está apto a perceber o poder do Dragão.
O Choy Lay Fut é um estilo de Kung Fu criado pelo grande mestre Chan Heung na região sul da China. Este estilo possui diversos praticantes e escolas no Brasil! Então, vamos conhecer um pouco mais de como o Choy Lay Fut foi criado?
Chan Heung
Chan Heung nasceu em 1806, não há um consenso sobre o dia específico do nascimento deste grande mestre de Kung Fu. Há quem acredite que ele nasceu em Julho e há quem acredite que ele nasceu em Agosto daquele ano. Aos sete anos de idade Chan Heung começou a treinar Kung Fu com seu tio, o monge Shaolin Chan Yuen Woo, que lhe ensinou o estilo dos “Punhos da Família Budista”. O Fut Gar, estilo praticado pelo tio de Chan Heung, também é conhecido como o estilo das “Palmas de Buda”.
Segundo os relatos, Chan Heung era muito habilidoso, absorvia rápido e executava perfeitamente o que lhe era ensinado. Logo, seu tio o encaminhou para um amigo,um companheiro de treino no Templo Shaolin e, assim, Chan Heung aprenderia outro estilo de Kung Fu. Com quinze anos de idade, Chan Heung passou a treinar com o monge e mestre Lei Yau Saan, criador do estilo de Kung Fu Lei Gar (ou,dependendo da tradução, Lay Gar, Li Gar, Lee Gar, etc).
Aproximadamente quatro anos após começar a treinar com Lei Yau Saan, Chan Heung é orientado a procurar o outro grande mestre de Kung Fu, o monge Choy Fook. Assim, Chan Heung aprende seu terceiro estilo de Kung Fu, o Choy Gar. Após muitos anos de aprendizado, Choy Fook acredita ter ensinado tudo a seu discípulo e o orienta a voltar para sua terra natal.
Já em sua terra natal, Chan Heung desenvolve suas técnicas e cria seu próprio estilo de Kung Fu. Para homenagear e honrar seus mestres, além de outros motivos, Chan Heung nomeia seu estilo como Choy Lay Fut. O “Estilo dos Cinco Animais”, como o Choy Lay Fut também é conhecido, ficou muito famoso pela sua efetividade em combate e, logo, se espalhou pelo sul da China. Os discípulos de Chan Heung e as gerações seguintes se encarregaram de manter o estilo vivo até os dias atuais.
Espero que este artigo seja útil para aqueles que, assim como eu, querem saber mais sobre o Choy Lay Fut. Em breve concluirei um estudo muito mais aprofundado sobre a história do estilo de Chan Heung. Provavelmente no começo do ano que vem (2019), eu já divulgue mais sobre o meu estudo / livro. Aguardem!
Kung Fu é uma arte marcial chinesa baseada na tradição filosófica e espiritual.Desenvolve não só o corpo, mas também a mente e o caráter, além é claro de ser uma excelente técnica de defesa pessoal
O blog convidou Ninna Cardoso Silvestre, atleta da Seleção Brasileira de Wushu/Kungfu Tradicional para contar um pouco de sua trajetória.
Atleta Ninna Cardoso
1-Por que vc começou a treinar Wushu-kung fu?
Nina Cardoso – Eu era bailarina,e minha mãe me matriculou pra eu aprender a me defender e então me apaixonei.
2- Quando entrou para a Seleção Brasileira?
NC – Entrei em 2015
3- Qual seu principais títulos? De todos qual o mais especial?
NC- Tri Campeã Brasileira – Campeã Sul Americana e Campeã Pan Americana. O Mais especial foi o Campeonato Sul Americano desse ano, pois eu vinha me recuperando de uma cirurgia e foi muito especial, foi realmente uma superação grande pra mim.
Atleta Ninna Cardoso em Competição
4- Qual a sensação de representar o seu pais?
NC – É a melhor sensação! Muita emoção de verdade. Isso sempre foi um sonho e quando você sobe no podium com a bandeira, a emoção é indescritível, a melhor sensação da vida!
5- Voce ja teve lesão? Qual o sentimento e como foi a recuperação?
NC – Tive muitas! Tenho 5 operações no cotovelo esquerdo, inicialmente a recuperação sempre foi rápida, mas dessa ultima vez não tão rápida quanto eu gostaria, mas ainda assim com a ajuda do meu mestre, dos técnicos da seleção e da Fisio da Seleção, consegui me recuperar e ainda conquistar títulos importantes esse ano. Acho que o segredo é o amor pelo KungFu que não deixa a gente relaxar.
6- Ja pensou em desistir do kungfu?
NC – Nunca!!! Quando eu sofri um acidente de carro, os médicos diziam que eu não voltaria a andar e eu sempre dizia: “Não só vou voltar a andar, como vou voltar a treinar” e aqui estou. Quem não sabe, nem percebe as minhas limitações.
7- Na sua opinião, o que precisa para se tornar um bom atleta?
NC – Precisa amar muito, pois não é fácil… Se dedicar e ser humilde.
Campeonato Sul-Americano de Kungfu/Wushu
8- Quais seus ídolos no kungfu?
NC – Gosto muito Do Jackie Chan, por ser tradicional, e tenho um ídolo “real” que esta na seleção, que é o Hirata
9- Qual conselho voce daria para quem esta iniciando no kungfu?
NC – Aproveite ao máximo, se dedique e não desista… desistir é sempre o caminho mais fácil.
“O Kung Fu é a minha vida! Mudou a minha vida! E muda a vida das pessoas… Kung Fu está em tudo o que você faz e na maneira com que trata as pessoas” Ninna Cardoso Silvestre
Para entender um pouco da história do templo, podemos começar a entender o significado de seu nome.
Shaolin = Shao se refere ao Monte Shaoshi e Lin se refere a pequena floresta que tem em torno do templo. O nome já nos diz mais ou menos a sua localização.
Localizado na província de Henan, o Monte Shaoshi é uma das montanhas que fazem parte do Monte Song, e que teve uma grande importância religiosa. O monte foi um local de peregrinação taoísta, e com a chegada do budismo na China, os missionários perceberam o potencial do local.
Monte Song
O budismo cresceu muito no país e teve muitos financiadores. O primeiro foi Xiaowen (reinado de 471-499), em 495 d.C, que transferiu a capital da sua dinastia para Luoyang, local próximo de onde foi construído o Templo Shaolin, e deu fundos para o monge indiano Batuo, também conhecido como Fotuo, construir o templo.
Mas teve uma figura que se destacou nessa história, e ajudou muito a aumentar o carisma do Templo Shaolin: o monge Bodhidharma.
Há muitas histórias a respeito dele, e apesar de ser considerado um dos fundadores e doutrinadores da escola Chan, muitos historiadores o consideram como uma lenda.
Relatos sobre a vida e obra do Bodhidharma são muito contraditórios. Algumas obras citam que o monge teria 150 anos e que viria da Pérsia(Irã). As obras relacionadas a ele misturam muita realidade com ficção, algumas com prefácios falsamente atribuídos a generais. No geral, a maioria deles só relacionam o monge com o budismo.
A história mais conhecida sobre o monge é que ele passou nove anos meditando em uma caverna em absoluto silêncio, e ensinou seus discípulos uma série de exercícios, o qi gong, que contribuíram para melhorar as habilidades marciais dos monges. Porém, as obras que relacionariam o Bodhidharma às artes marciais foram escritas anos ou séculos após a sua morte.
Agora, como as artes marciais começaram em um templo budista, podemos abordar em um próximo tópico.